O assunto da coluna de hoje é muito importante e pouco falado: suicídio.
Seis em cada 100 mil habitantes no Brasil cometem suicídio. Para terem a dimensão do tamanho do problema, em 12 anos, Fortaleza saltou da 18ª para a 4ª capital com maior número de suicídios. Cerca de 90 a 98% das pessoas que cometeram suicídio apresentavam um ou mais diagnósticos psiquiátricos na ocasião
De maneira geral a solidão é o sentimento que mais motiva o desejo de morrer. Ela parte de cinco principais diagnósticos verificados em 98% dos casos: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, abuso de substâncias e transtorno de personalidade Borderline, todos tratáveis. Não devemos desprezar quando as pessoas falam em morrer, essa fala pode representar um pedido de ajuda.
No dia de ontem, 10 de setembro, comemorou-se o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio através de ações em saúde para combater este tipo de violência. Mas como se previne um suicídio?
A pessoa com risco de suicídio normalmente comunica verbalmente sua intenção, por querer ser convencida do contrário. É um comportamento comum a praticamente a todos os pacientes suicidas, que damos o nome de ambivalência. Isto é, a briga interna entre o desejo de morrer e a vontade de viver. Em boa parte dos casos, os pacientes que cometem suicídio tentam muitas vezes fazê-lo, até mesmo de maneiras ineficazes. E isso não ocorre por não por não terem capacidade de cometer o suicídio mas, por nutrirem internamente um imenso desejo de que alguém os encontre e os impeça de cometer este ato.
Portanto, o primeiro passo para ajudar alguém que comunica seu sentimento de desesperança intensa, com desejo de morrer é ouvir atentamente e atuar através da prevenção, encaminhando as pessoas para orientação médica.
O grande problema que vivemos atualmente é que estes pacientes sofrem preconceito dos familiares, amigos e até mesmo de profissionais de saúde, que menosprezam a intensidade de seu sofrimento, permitindo que os transtornos mentais se agravem chegando a este triste desfecho. Fique esperto, amor e atenção aos doentes mentais é o segredo para diminuir a ocorrência desta violência.
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