O bandidão Sarney
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Adorei a leitura de Honoráveis bandidos - Um retrato na era Sarney (Geração Editorial, 2009, 207 páginas). O autor, jornalista Palmério Dória nos dá um retrato completo, irreparável do homem que foi deputado, senador e presidente só porque Tancredo Neves faleceu antes de tomar posse. Vale registrar os depoimentos que ocupam a contracapa do livro:
- "Antes do Sarney, um clã notório por formação de família foi o dos irmãos Frank e Jesse James , no velho oeste americano." - Ruy Castro, na Folha de S. Paulo.
- "O presidente Lula tem razão. Sarney não é igual à maioria dos brasileiros. Ainda bem. Quem é Sarney? Ele é o símbolo maior do atraso." - Marco Antônio Villa - historiador.
-"Sarney é múltiplo. No Senado, um lorde. Na Academia, um príncipe. No Diário Oficial, um roedor. No Amapá, um sátrapa." - Sebastião Nery - jornalista.
-"Sarney é político sem luz, orador bisonho, poeta menor e escritor medíocre." - Augusto Nunes na revista Veja.
-"Sarney, devolve o Maranhão pro Brasil!" - José Simão na Folha de S. Paulo.
-"O pai não era um fazendeiro abastado, empresário, não era nada. Era pobre, nunca tiveram nada. Nunca acertaram nem no jogo do bicho. Sarney não tem como explicar a fortuna que tem. Ele mesmo contou, quando presidente da República, na inauguração do Fórum Sarney Costa, que o pai teve que vender sua máquina de escrever para mantê-lo por uns tempos (...) e hoje é dono de emissoras de TV, de rádios, imóveis, de um patrimônio milionário absolutamente injustificável." - Nelson Lago - ex-deputado estadual pelo PSDB maranhense.
-"José Sarney foi um dos piores presidentes da República que o Brasil suportou. Provinciano e medíocre, instaurou no Maranhão uma das mais implacáveis e reacionárias oligarquias já vistas, condenando sua terra e sua gente a condições de miserabilidade, analfabetismo e atraso econômico e social dignos de um soba africano." - Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa.
-"Caso exemplar de oligofrenia literária, um bestialógico em estado puro. No livro, não tem uma frase que não seja errada em si mesmo ou incoerente em relação a outras mais adiante ou mais para trás. E, perto da estrutura das personagens de Brejal da Praça da Alegria , da televisão, são obras-primas da criação psicológica , heróis de Guerra e Paz. Brejal dos Guajas é o livro de um autista." - Millôr Fernandes no livro Crítica da razão impura ou O primado da ignorância analisando a obra literária de José Sarney.
-"É uma merda, Zé!" - Oliveira Bastos - jornalista, respondendo ao amigo Sarney o que achava do seu governo.
-"Sarney, salafrário, está roubando o meu salário." "Sarney, ladrão. Pinochet do Maranhão." - Multidão enfurecida atacando o veículo que conduzia o então presidente da República, na Praça XV, Rio de Janeiro, em junho de 1987.
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