Pondo em dia a biblioteca (pra não dizer operação limpeza geral de fim de ano), deparei com uma agenda de 2004. Foi presente de um ex-aluno, morador de Timbó, hoje passando boa parte do tempo nas plataformas da Petrobras no Rio de Janeiro. Colhi alguns trechos de canções e de poemas. Ei-los:
- A noite me pinga uma estrela no olho e passa... - Paulo Leminski
- Vai ter uma festa/ que eu vou dançar/ Até o sapato pedir pra parar/ Aí eu paro/ Tiro o sapato/ E danço o resto da vida - Chacal
- Eu tenho ideias e razões/ Conheço a cor dos argumentos/ E nunca chego aos corações - Fernando Pessoa
- Eu gostaria que o ano começasse todos os sábados - Bennedetti
- No fundo, no fundo, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto, a partir desta data aquela mágoa sem remédio é considerada nula e sobre ela - silêncio perpétuo - autor desconhecido
- A cidade está no homem quase como a árvore voa no pássaro que a deixa - Ferreira Gullar
- Há tempos o encanto está ausente. E há ferrugem nos sorrisos. E só o acaso estende os braços a quem procurar abrigo - Renato Russo
- Sou uma mulher madura que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura que às vezes anda de salto alto - Marta Medeiros
- Cheguei em casa e tive a impressão de que tardo um século em chegar, de que tardo um ano em subir, de que tardo uma hora em entrar e um segundo em ver-te e sorrir
- Sílvio Rodriguez
- Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria - Camões
- Não acredito em nada. As minhas crenças voaram como voa a pomba mansa pelo azul do ar. E assim fugiram minhas doces crenças de criança - Florbela Espanca
- Quando eu tiver setenta anos, então vai
acabar esta minha adolescência - Paulo Leminski
- Não, não fuja não/ Finja que agora/ Eu era o seu brinquedo/ Eu era o seu pião/ o seu bicho preferido/ Sim, me dê a mão/ A gente agora já não tinha medo/ No tempo da maldade/ Acho que a gente não tinha nascido - Chico Buarque
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