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Representantes do Executivo responderam os questionamentos dos vereadores (Fotos: CÂMARA DE VEREADORES DE GASPAR)
Leandro Melo também afastou qualquer possibilidade de fraude nos serviços de roçagem e limpeza de ruas no município
O secretário municipal de Obras, Leandro Rafael Melo, esteve na Câmara de Gaspar para prestar esclarecimentos sobre questionamentos levantados por vereadores a respeito dos serviços de roçada no município, especialmente em relação a possíveis inconsistências nas medições.
Ele esteve acompanhado do engenheiro civil e fiscal dos contratos de roçada, Gabriel Alves. O convite partiu da Comissão de Economia e Finanças e teve base no Requerimento nº 37/2026, de autoria do vereador Thímoti Thiago Deschamps (UNIÃO), que reúne 43 perguntas sobre contrato, execução, fiscalização, medições, pagamentos, destinação de resíduos, segurança, ocorrências e cumprimento das obrigações contratuais referentes à roçada e à limpeza urbana em Gaspar.
Inicialmente prevista para o plenário, a reunião foi transferida para a Sala de Reuniões após deliberação dos vereadores, com voto de minerva da presidente da Comissão, Alyne Karla Serafim Nicoletti (PL).
A condução dos trabalhos ficou a cargo da vereadora Alyne, que abriu espaço para a explanação do secretário e, na sequência, para os questionamentos dos parlamentares. Durante sua apresentação, o secretário explicou que a Secretaria segue um cronograma mensal por bairros e que cada área é verificada in loco pelo fiscal responsável. Segundo ele, a gestão dos serviços utiliza o sistema WGEO, ferramenta de geoprocessamento que permite o mapeamento urbano, visualização de imagens aéreas e organização de dados territoriais.
Entre os pontos levantados, ruas como Arthur Poffo, Trevo da Paroli, Felipe Langer, Itajaí e 1º de Março foram citadas pelos vereadores Dionísio Bertoldi (PT), Roni Jean Müller (MDB) e Thímoti Deschamps (UNIÃO). Bertoldi destacou que a Rua 1º de Março teve sua medição revista — de cerca de 300 m² para aproximadamente 700 m² — e afirmou que a roçada só foi concluída após sua manifestação em tribuna.
O secretário ressaltou que há diferenças entre as medições executadas pela Secretaria e aquelas apontadas pelos vereadores no Requerimento. “Na prática, existem inconsistências, pois muitas vias possuem extensões cadastradas de forma equivocada”, explicou. Ele também reforçou que não há irregularidades nos serviços. “Não há fraude. Há pontos que podem ser aprimorados, e todos os dados estão disponíveis para esclarecimentos”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o uso de sopradores pela empresa responsável pela roçada. Segundo o vereador Giovano Borges (PSD), moradores relatam que o equipamento, em vez de remover resíduos, acaba espalhando sujeira para dentro das residências. “Tenho um vídeo com mais de 500 comentários sobre isso”, disse. O secretário respondeu que o soprador é utilizado para agilizar a limpeza após a roçagem, auxiliando na remoção de folhas, grama cortada e outros detritos.
De acordo com Melo, os serviços de varrição, roçada manual e mecanizada representam um custo mensal entre R$ 180 mil e R$ 200 mil. Ele também informou que o Ministério Público restringe a realização de melhorias em vias irregulares, mas que a Secretaria busca garantir condições mínimas de segurança e trafegabilidade aos moradores. Por fim, anunciou a elaboração de uma nova Instrução Normativa para padronizar os serviços de roçada no município.
O vereador José Hilário Melato (PP) demonstrou contentamento após as explanações, enquanto Roni Muller (MDB) e Deschamps (União) afirmaram ainda não estarem plenamente satisfeitos com os esclarecimentos.
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