Suspeito de prática ilícita conhecida por "rachadinha", Almir Vieira já está afastado por 180 dias por determinação da justiça

A Câmara Municipal de Blumenau deve incluir na pauta da sessão ordinária da próxima quinta-feira, dia 19, o pedido de abertura de processo de cassação do mandato do vereador Almir Vieira (PP), investigado por suspeita de participar de um esquema de “rachadinha”, corrupção e lavagem de dinheiro no legislativo blumenauense. O pedido foi protocolado pelo ex-Promotor de Justiça Odair Tramontin, no dia 5 de fevereiro.

De acordo com a presidência da Casa, durante a tramitação interna do pedido, houve manifestação complementar da Procuradoria-Geral da Casa quanto a aspectos procedimentais, o que demandou nova verificação técnica e impossibilitou a inclusão da matéria na sessão legislativa anterior, realizada no dia 12 de fevereiro.

"A previsão é que o tema seja submetido à apreciação do plenário na próxima sessão ordinária, marcada para quinta-feira (19), já com o parecer jurídico completo, observados os trâmites legais e regimentais. A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade e a condução responsável dos trabalhos parlamentares", afirmou a presidência da Casa em comunicado.

Justiça afastou vereador por 180 dias

Enquanto isso, o vereador Almir Vieira segue afastado por 180 dias, por determinação da justiça. O parlamentar foi alvo de uma operação policial no dia 3 de fevereiro, batizada dec Happy Nation (Nação Feliz), que cumpriu 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organização Criminosa de Blumenau.

Vereador se defende

Em nota enviada à imprensa, o vereador diz que o afastamento determinado pela Justiça “será cumprido com serenidade e absoluto respeito às instituições”.

Almir voltou a afirmar que não praticou qualquer ato ilícito e que o dinheiro encontrado durante a operação deflagrada pela Polícia Civil tem origem “certa, lícita e plenamente comprovável”.

Leia a nota na íntegra

"O afastamento determinado pela Justiça será cumprido com serenidade e absoluto respeito às instituições. Quem não deve, não teme, e é justamente por confiar na Justiça que se aguarda com tranquilidade a completa apuração dos fatos.

Assim que concluído o trabalho da autoridade policial e garantido o acesso integral ao inquérito, todos os esclarecimentos serão apresentados de forma ampla, transparente e definitiva.

É preciso deixar claro: não houve qualquer prática ilícita. Ao contrário do que vem sendo divulgado, não existem “altas somas de dinheiro”. A quantia encontrada tem origem certa, lícita e plenamente comprovável.

O único incremento patrimonial recente decorre exclusivamente de herança regularmente recebida e da venda formal desses ativos, tudo devidamente documentado.

Lamenta-se a tentativa de construção de narrativa precipitada, com julgamentos antecipados e exploração política de um momento que exige responsabilidade. O devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, não é um detalhe, é garantia constitucional.

A confiança na Justiça permanece inabalável. E espera-se que aqueles que hoje atacam com voracidade tenham a mesma firmeza para reconhecer seus excessos e se retratar quando a verdade for restabelecida. A verdade não teme investigação. E será restabelecida”

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