Pais e filhos interagiram em duas tardes dedicadas à contação de histórias na Biblioteca Dom Daniel Hostin

“...e de vitória em vitória, acabou-se esta história”. Com esta frase, o contador encerrava cada uma das várias histórias que apresentou para um grande grupo de crianças na Biblioteca Pública Dom Daniel Hostin. As duas tardes de contação aconteceram na quinta e sexta-feira (31 e 1º) e surpreenderam a bibliotecárias pelo número de crianças. Na tarde quinta-feira, mais de 70 pessoas, entre adultos e crianças, compareceram para para ouvir as histórias que fazem parte do espetáculo “Para Alegrar o Dia”, de Emiliano de Souza. A contação envolvia diversas histórias direcionadas para o público com idade entre 2 e 8 anos. Sentadas nos tapetes, almofadas e cadeiras, as crianças gargalhavam com a interpretação da história de amor da estrela bailarina Maria Estela e do grão de areia Godofredo. Em outro momento, interagiam com a história sobre os medos do menino Dani ao fazer onomatopeias, com sons de animais. Já o espetáculo de sexta-feira, “Entre sabidos e bocós”, era indicado para pré-adolescentes.
Clóvis Zimmermann levou dois de seus três filhos - uma menina de 5 anos e um menino de 3 - para assistir ao espetáculo. Sua mãe leu sobre o evento no jornal, achou interessante e sugeriu que Clóvis levasse as crianças. “Quando contei para as crianças que as levaria, elas ficaram muito empolgadas. Era só 13h e elas já queriam vir”, conta. Clóvis considera a iniciativa muito válida, pois trata-se de algo que as crianças gostam em um ambiente diferenciado e cultural. A interpretação e interação do contador Emiliano não conquistou apenas as crianças, mas também os pais. “Há muitos pais que não tem disponibilidade de trazer os filhos à tarde. Era de se pensar um evento mensal ou bimestral em um horário que mais pais pudessem trazer as crianças”, sugere Clóvis.
Esta é a primeira vez que a biblioteca organiza um evento em que os pais deveriam levar os filhos. A ideia era mobilizar a família, trazê-la para a biblioteca. “O primeiro ponto positivo é que os pais se dispuseram a sair de casa com os filhos para um momento de contação de histórias. Isto mostra que eles têm consciência da importância da leitura e da oralidade. Com um contador de histórias profissional, os pais veem que não é tão difícil contar uma história para o filho e ainda podem conhecer melhor o repertório indicado para a idade”, comenta Lúcia Kistner, coordenadora do ProLer e da Biblioteca que já  pensa em promover mais eventos deste tipo nas férias do próximo ano. Lúcia diz que a contação  desperta o interesse da criança pela literatura.

O contador
Emiliano de Souza tem bacharelado e licenciatura em Letras Português/Inglês, especialização em Contação de História e Literatura Infanto-Juvenil e mestrado em Literatura Inglesa e Língua Correspondente. Já participou de feiras literárias, mostras de educação e maratonas de contos relacionados à contação de histórias e ministra cursos sobre técnicas de contação de histórias, recreação e ludicidade.

 

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