Conheça um pouco do militar que foi o principal articulador do golpe que proclamou a república no Brasil
Há 120 anos, o Brasil se tornava independente e autossuficiente, rumo a um novo século que se anunciava e cheio de esperança de se tornar uma nação rica, forte e soberana. Nem tudo foram flores nessa caminhada, mas se hoje o país vive uma democracia e não é mais dependente politicamente de nenhuma outra pátria, esse processo começou no dia 15 de novembro, quando o Império de Dom Pedro II foi deposto pelo primeiro golpe militar do País.
Mas, sobre a proclamação da república muito já foi falado, então, o Jornal Metas resolveu contar um pouco de seu principal personagem, Manuel Deodoro da Fonseca, que dá nomes a ruas, praças, avenidas e muitos logradouros em todo o Brasil.
Nascido no dia 5 de agosto, na cidade de Alagoas, no estado homônimo, antes de ser o primeiro presidente do País ele foi o comandante do 2º Batalhão dos Voluntários da Pátria, que lutou na Guerra do Paraguai. Combate que vitimou dois de seus setse irmãos homens.
Porém, sua história nas forças armadas teve início no ano de 1843, quando Deodoro da Fonseca ingressou na Escola Militar, onde permaneceu por quatro anos.
Lutou na Revolta Praieira, movimento liberalista em Pernambuco, e seguiu em outras intervenções no Brasil e no restante da América do Sul.
Todo esse destaque e excelente desempenho na Guerra do Paraguai fez com que o militar dedicado chegasse à patente de marechal dois anos antes de proclamar a república e ser elevado à Presidência.
Comandou o País até 1991 e teve três períodos à frente da nação. A fase provisória, constituinte e ditatorial, que o levou a renunciar após pressão de grupos de políticos civis, com apoio de parte dos militares. No seu lugar, assumiu seu vice Marechal Floriano Peixoto.
Depois da Presidência, Marechal Deodoro da Fonseca, morreu no Rio de Janeiro, em agosto de 1892. O seu último pedido, ser enterrado em trajes civis, não foi atendido e seu enterro teve toda a pompa e honras militares. O proclamador da república no Brasil era acometido de uma forte crise de dispnéia, popularmente conhecida como “dificuldade de respiração” ou “falta de ar”, o que impedia o primeiro presidente do Brasil de dormir.
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