Inconstitucionalidade, rejeições e mais uma queda de braço entre governo e oposição. Assim foi a sessão de terça (22) na Câmara.

Prédio da Bunge - O projeto de lei que autoriza a compra do prédio da Bunge para ser a nova sede da Prefeitura não está mais em regime de urgência. A oposição aprovou um requerimeto que derruba a urgência. O governo tinha a certeza que rejeitaria o projeto, porém o vereador Antônio Dalsochio (PT) votou errado e acabou ajudando os adversários.  O assunto gerou discussão na Casa: “Não estamos nos posicionando a favor ou contra. Queremos apenas discutir detalhes. Será que o projeto, do jeito que está, é bom? Será que o que é bom hoje, valerá a pena amanha? O governo tem que explicar melhor”, afirmou Sérgio Almeida, favorável a quebra da urgência. “O povo quer o Executivo com decisão rápida. Como eu vou explicar para o cidadão  que eu preciso de mais de 45 dias para analisar o projeto?”, disse Jaime Kirchner (PMDB).

Ponte do Vale - A escolha do nome da ponte gerou mais um conflito entre governo e oposição. A base aliada queria o nome de Dorval Pamplona, ex-prefeito que construiu a única ponte da cidade sobre o Itajaí-Açu. Os oposicionistas, através do vereador Ciro Quintino (PMDB), apresentaram o nome de Leopoldo Schmalz, da Linhas Circulo. Deu empate na votação e o presidente da Casa, José Hilário Melato (PP) desempatou e o projeto foi rejeitado.

Ponte do Vale (2) - Tanto Dorval Pamplona, quanto Leopoldo Schmalz são figuras importantíssimas, que fazem parte da história de Gaspar. As famílias não tem nada a ver com a disputa ocorrida na Câmara.

Morro do Serafim - O projeto de lei que autoriza o Estado a pavimentar o Morro do Serafim, na ligação com Luís Alves, foi aprovado por unanimidade, porém o parecer da Procuradoria da Casa apontou inconstitucionalidade na proposta. Relatora, Andréia Nagel (DEM), explicou que a inconstitucionalidade estaria relacionada a forma em que a obra será feita. O correto seria um convênio, não uma autorização para o Estado fazer a ação.

Morro do Serafim (2) - “O projeto foi feito desta forma porque o Estado só aceitava fazer a obra deste jeito. Se querem denunciar, denunciem o Estado”, disparou o líder do governo, Amarildo Rampelotti (PT). “Quando nós apresentamos as emendas no PPA, eles aceitaram o veto do prefeito porque era inconstitucional, agora pode? Só vale então, quando é ação do prefeito?”, atacou Quintino.

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