A proposta dos vereadores  Francisco Anhaia, Ademir Moura e Silvio Cleffi em reabrir a discussão sobre o desembargo de áreas no Sertão Verde encontra eco na comunidade, principalmente entre os proprietários que tiveram terrenos interditados pela Defesa Civil pós-tragédia climática de 2008. E não poderia ser diferente. O embargo trouxe prejuízos financeiros para muitas pessoas.  Portanto, a reabertura do debate deve priorizar a questão técnica, pois foi em cima de estudos de especialistas (inclusive da Fatma)que se definiu o mapa das áreas de risco no Sertão Verde. Porém, não se pode deixar de alertar para o fator político que, somado ao econômico, pode desviar o rumo da discussão, o que pode ser prejudicial à decisão final. 
Nunca é demais lembrar que só quem vivia aqui em 2008, pode dimensionar o tamanho da tragédia climática para a comunidade do Sertão Verde. Vidas ali se perderam em função dos deslizamentos de terra que soterraram uma escola e residências. Tudo ainda está bem vivo na memória e no emocional das pessoas. Por isso, a discussão exige daqueles que reabrem o tema um enorme grau de responsabilidade, afinal, até onde se sabe a única medida adotada para prevenir uma nova tragédia no Sertão Verde foi o embargo das áreas próximas aos morros. E é justamente por este ponto que se quer começar o debate, evidentemente que vai se exigir soluções técnicas viáveis para a reversão dos embargos. Caso contrário, vai se esbarrar nos riscos até hoje bem visíveis à segurança dos moradores da localidade.