Enquanto o país está metido num mar de turbulência, os confrontos se acentuam entre a direita soberba e a esquerda inconformada. Informações jogadas ao vento, notícias distorcidas e números arranjados vão dando o tom numa nação em preto-e-branco onde algumas pessoas trocaram o respeito por si mesmas por causas que sequer conseguem entender e agridem indiscriminadamente. Há um sentimento de revanchismo de um lado e de ódio do outro que consome preciosos minutos de trabalho e acertos que o País precisa para retomar a normalidade. Não se reconstrói a economia alimentando o ódio político. E isto está muito claro nas decisões de gabinete e nos bate-bocas das ruas.
Passeatas de apoio a um lado ou a outro prestam um desserviço à nação, alimentam ainda mais as discordâncias e erguem muros que podem ser difíceis de derrubar daqui a algum tempo. A intolerância e a falta de diálogo em níveis mais adequados nos levam a refletir: o que de fato queremos para o Brasil? O que irão encontrar nossos filhos e netos? Estamos em uma década perdida? São questionamentos que precisam ser melhor pensados e discutidos por parte da sociedade que tem discernimento para entender que não podemos mais perder tempo com discussões inúteis, pois isto vai deixando o país alijado do próprio mundo que vai se reerguendo dia a dia no pós-pandemia. As pessoas precisam entender que o mais importante é o coletivo, é buscar soluções para melhorar a vida em sociedade e isto inclui nos livrarmos de uma vez por todos da pandemia. O Brasil precisa ir adiante.
Deixe seu comentário