É oportuna a ida do governador do estado à Brasília a fim de de oficializar o pedido de melhorias na segurança das escolas. A situação vivida há duas semanas em Blumenau é sem precedentes na nossa região e mostra a fragilidade do sistema de segurança nas escolas não apenas contra ataques como o dia 5 de abril, mas em todo um contexto que se forma na estrutura escolar vigente. O perigo é diário, principalmente contra tudo o que circula ao redor de uma escola e aí é preciso lembrar do perigo das drogas, muitas vezes vendidas próximo às instituições de ensino.
Há, ainda, o perigo dentro do próprio ambiente escolar, onde existe uma disputa entre os próprios estudante, o chamado bullying, além da desvalorização da autoridade do professor em sala de aula. Um conjunto de fatores que levam a um ambiente de conflitos.
Como já foi dito aqui neste espaço, a escola não é ambiente para se educar crianças. A educação não pode ser terceirizada pelos pais. A escola é um local de aprendizagem, de transferência de conhecimento. Todavia, muitos pais terceirizam o dever de educar seus filhos e entregam à escola essa responsabilidade. As consequências não são as melhores. Por isso, buscar garantir a segurança física das escolas e a seus frequentadores é importante, mas não podemos deixar de discutir o ambiente escolar no aspecto de convivência e a própria saúde mental das crianças e adolescentes que frequentam o ambiente.

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