As trocas de gestores no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro não ajudam, pois há uma descontinuidade no trabalho. Isto é fato incontestável e foi fator decisivo em tempos passados para que a instituição chegasse ao atual estágio de endividamento. Sem a Comissão Interventora e o repasse da Prefeitura, o hospital já teria fechado as portas e a população estaria lamentando. O atual governo municipal tem total ingerência sobre as decisões administrativas da Casa, e tem 750 mil motivos para agir assim. E, mais uma vez, tomou a decisão de trocar a empresa gestora. Acreditamos que as mudanças são sempre feitas para melhorar os serviços. Nesta semana, ouvimos da nova diretora administrativa do Hospital de Gaspar alguns dos seus projetos nesta nova gestão, iniciada em 1º de março. Fabiana Massari é uma profissional da área. Portanto, tem conhecimento em gestão hospitalar e, sem dúvida, vai buscar dar à instituição uma nova dinâmica. O problema é que ela chega no meio de uma pandemia terrível, onde todos os protocolos de atendimento hospitalar se tornaram nulos, pois estamos diante de um cenário atípico e imprevisível. O foco, neste momento, é preparar o hospital para uma demanda que só aumenta, ou seja, muitos dos projetos ficam, por enquanto, na gaveta e vai se combatendo o inimigo comum, o coronavírus, como dá. Todavia, as ideias da nova gestora são interessantes e pró-ativas. A dúvida que fica é se a Comissão Interventora, que tem novo presidente, vai dar a oportunidade para que o trabalho tenha continuidade, afinal, um gestor por ano nenhuma empresa resiste.

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