O dado é alarmante e reflete uma realidade dolorosa em Santa Catarina. A violência contra a mulher vem aumentando de maneira assustadora. Nos primeiros 40 dias do ano, sete mulheres foram mortas no estado.

As duas últimas no começo dessa semana. Uma em Balneário Camboriú e outra em Porto União. O feminicídio não é apenas um crime isolado, mas o desfecho trágico de um ciclo de abusos que muitas vezes passa invisível à sociedade.

O Cenário em Santa Catarina preocupa. É quase um feminicídio por semana.

Dados do Observatório da Violência Contra a Mulher (OVM/ALESC) indicam que a escalada da violência continua sendo um desafio estrutural.

Uma violência silenciosa, pois além das mortes, mais de 3.200 medidas protetivas foram requeridas apenas em janeiro. Isso significa que centenas de mulheres buscam ajuda diariamente para não se tornarem a próxima estatística.

No primeiro dia de 2026, mais de 51% das audiências realizadas no estado foram relacionadas a casos da Lei Maria da Penha.

Por que os números crescem tanto? O feminicídio raramente é o primeiro ato. Ele é precedido por ameaças, controle psicológico e agressões físicas que, muitas vezes, não são denunciadas por medo ou falta de rede de apoio.

Auditorias recentes indicaram que ainda há carência de casas-abrigo e centros de atendimento especializado em todas as regiões do estado, além da falta de mais delegacias especializadas no atendimento à mulher.

O machismo estrutural também faz com que muitos agressores não aceitem o fim de relacionamentos, vendo a mulher como sua “propriedade”.

Algumas ações, no âmbito estadual e nacional, vêm sendo feitas para reduzir essa a violência contra a mulher.

O Pacto Nacional de Enfrentamento ao feminicídio, que visa unificar as ações de segurança e acolhimento em todo o país, inclusive com reforço em Santa Catarina, é uma dessas ações. No estado, campanhas como o “Março é Delas” (do TJSC) buscam intensificar a informação e o julgamento mais rápido desses processos. Tudo isso é importante no combate à violência contra a mulher, mas o fundamental é a participação da sociedade nas denúncias.

É preciso que as pessoas fiquem atentas ao que ocorre ao seu redor e acionem a autoridade policial toda vez que constatar que existe um caso de violência contra a mulher. Esse é o grande impulso que vamos conseguir para acabar de vez com o problema. É preciso dar um basta, já passou da hora!

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