Se não bastasse tudo o que se investigou, leu e ouviu sobre a Operação Limpeza Urbana, em 2024, que culiminou, inclusive, com uma CPI na Câmara dos Vereadores em 2025 que, ao final, recomendou ao Ministério Público o indiciamento de 17 pessoas, entre ex-servidores e representantes de empresas, novamente a população de Gaspar é surpreendida por uma operação policial, desta vez batizada de Hora-Máquina. Tudo leva a crer que a administração anterior tinha sérios problemas de transparência e uso correto do dinheiro público.

Evidente que ainda existe uma investigação em andamento e os fatos precisam de comprovação, mas nos preocupa que o governo anterior ainda continue a levantar suspeitas de ato ilícitos cometidos nos últimos anos. Isso terá fim? Empresas prestadoras de serviço e ex-servidores podem ter montado um esquema para beneficiar licitações, superfaturar serviços e utilizar máquinas e macadames em benefício de particulares no apagar das luzes do governo.

Quando um servidor, que deveria zelar pelo bem comum, utiliza a estrutura da prefeitura em benefício próprio ou de amigos, ele fere o princípio da moralidade e da impessoalidade. Quebra, inclusive, a confiança do chefe maior. É uma situação que exige transparência total e que os fatos sejam apurados e que se tornem públicos, pois a sociedade gasparense ainda aguarda por respostas, mas principalmente por decisões mais concretas, para que de fato se puna os culpados se de eles realmente cometeram crimes.

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