Por Nilton Marcos Pereira Ps redação: se alguém conhece outra versão para o apelido Quebra-Tigela, envie o artigo para a redação do Jornal Metas
Quebra-Tigela
Sou Nilton Marcos Pereira, nascido em Gaspar no dia 2 de dezembro de 1939, tendo atualmente 83 anos. Quando comecei a entender as coisas descobri que todos os gasparenses tinham um apelido comum, Quebra-Tigela. Interessei-me em saber qual o motivo de tal alcunha. Todas as pessoas por mim inqueridas afirmavam que o mesmo já existia há muito tempo e teria ocorrido por ocasião de uma festa de São Pedro, que naqueles tempos era realizada sempre no dia 29 de junho. O apelido pode ter surgido em virtude de uma briga entre pessoas da região do centro da cidade e Barracão que participavam do evento, quando os beligerantes usaram como arma tigelas de um tamanho razoável, que serviam para tomar café, que quase sempre se despedaçavam quando atingiam alguma coisa. Fiquei satisfeito apenas em parte, pois faltava a provável data do ocorrido, coisa que ainda não descobri nesses meus 83 anos de idade.
Os mais idosos lembram-se que os habitantes de Gaspar e Barracão, no passado, nunca foram muito amigos. Talvez alguma desavença tenha ocorrido nos últimos anos do século 19, e perdurado por um bom tempo, quando as terras existentes no sul de Gaspar, onde se situam os bairros Barracão, Óleo Grande e outros, passaram a fazer parte do município de São Luiz Gonzaga, atual Brusque, de acordo com a Lei Provincial 920, de 23 de março de 1881, perdurando até o início do século 20.
Gaspar, naquela ocasião, já era o segundo distrito de Blumenau. Comentava-se que os habitantes mais jovens do Barracão não queriam voltar a fazer parte de Gaspar, havendo vários desentendimentos.
Diante do citado, gostaria de saber se alguma pessoa sabe de uma data, se não for exata pode ser provável. É possível que sim! Moro em Blumenau há mais de 64 anos e faz bastante tempo que não tenho contato com gasparenses com idade próxima da minha, que talvez poderiam se lembrar de alguma coisa. Acho que alguns “Quebra-tigelas” - principalmente os mais jovens – não tem conhecimento do apelido.
Outras pessôas pelo mundo podem ter apelidos iguais ou parecidos com o nosso. Senão vejamos:
A escritora Silvia Bittencourt em seu livro “A cosinha Venenosa – um jornal contra Hitler”, na página 131, escreveu que os políticos alemães, após a primeira guerra mundial, se reunium nas cervejarias onde discutiam política, ouviam discursos, degustavam comida e a cerveja típica da casa (clara ou escura). Era um sacrilégio pedir ali uma limonada em vez de cerveja. Em tais encontros, regados com muito álcool, os debates terminavam em bate-boca ou mesmo pancadaria, com as pesadas canecas de vidro transformadas em armas perigosas cruzando o céu do salão.
Nilton Marcos Pereira
Ps redação: se alguém conhece outra versão para o apelido Quebra-Tigela, envie o artigo para a redação do Jornal Metas
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