O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Francisco Cavalcanti de Almeida, sinalizou que a situação atual do ensino da Medicina Veterinária é preocupante. Classificou como desastre a existência de 469 cursos de graduação autorizados pelo Ministério da Educação, além de 16 de ensino a distância.
Em discurso realizado no dia 17 de junho, no evento de comemoração à Medicina Veterinária Militar, revelou o que tem feito em prol da qualidade da educação dos futuros médicos-veterinários. Para ele, o que interessa é a qualidade de cursos, não a mercantilização.
Na ocasião, relatou a atuação do Conselho Federal pela aprovação e melhoria do Projeto de Lei nº 7.036/2017, cujo texto original prevê apenas 10% de ensino a distância nos cursos de graduação em Medicina Veterinária, mas o relator na Comissão de Educação da @camaradeputados mudou o texto para 30%.
Cavalcanti procurou a presidente da comissão, @profdorinha, pois deseja propor que, além de voltar à redação original, o texto inclua a criação do exame nacional de proficiência dos cursos de Medicina Veterinária, a determinação de que o CFMV possa participar de forma decisiva da aprovação de novos cursos de graduação e a ampliação da carga horária destes para seis mil horas.
"Estou preparado, no limite das minhas forças, para defender o ensino da Medicina Veterinária. Para isso, preciso do apoio das nossas representações, associações e da sociedade para que se constitua uma frente ampla", conclamou o presidente do CFMV.
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