Como apontam as pesquisas e o própria sensão das ruas, a crise que assombra o Supremo Tribunal Federal (STF) promete redesenhar a disputa eleitoral. Quer tenha sido articulada com antecedência, quer não, a turbulência surge como um elemento novo e de forte apelo no tenso xadrez político do país. Enquanto os principais presidenciáveis disputam quem tem as mãos mais limpas em relação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, os bastidores da Suprema Corte fervilham ao ritmo das conveniências de seus integrantes. Na prática, a sensação que se consolida é a de que raros serão os pares na capital federal imunes à enorme teia articulada pelo ex-banqueiro — um entrelaçamento de tráfico de influências inédito na política brasileira.

Exercendo forte poder sobre gente graúda, Vorcaro alinhou gregos e troianos em torno de interesses comuns regados a cifras milionárias. Entre viagens de jatinho, festas em cenários paradisíacos e gordos contratos com escritórios de advocacia, o empresário e seu banco ditaram, por muito tempo, as regras e capturaram o poder do dinheiro. A conta tá chegando agora.

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