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Para a Polícia, "Orelha" foi atacado por apenas um adolescente (Fotos: DIVULGAÇÃO)
Outros quatro jovens estariam envolvidos nos maus-tratos ao cão Caramelo, que sobreviveu
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que apenas um dos jovens, entre os suspeitos, participou efetivamente do ataque ao cão "Orelha" e pediu a sua internação provisória. Outros quatro jovens foram representados por suspeita de terem atacado o cão Caramelo. Essa é a conclusão da investigação sobre os maus-tratos que os dois animais sofreram no início do mês de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. No dia seguinte, o cão Orelha morreu em uma clínica veterinária em função dos vários ferimentos que sofreu. Além dos cinco adolescentes, a Polícia Civil indiciou três adultos por coação a testemunha.
Para chegar à autoria dos crimes, a Polícia Civil informou que montou uma força-tarefa que envolveu as forças de segurança do Estado. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital.
Os fatos
O Cão Comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Praia Brava, no Norte da Ilha. De acordo com os laudos da Polícia Científica, ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, o cão foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos.
Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens. Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha.
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Cão Caramelo sobreviveu ao ataque de quatro adolescentes (Fotos: DIVULGAÇÃO REDE SOCIAL)
O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a Polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.
O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou no Exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto.
Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que ele vestia no dia do crime.
Durante a investigação, a Polícia Civil teve o desafio de evitar vazamentos sobre o que estava sendo apurado. Como se tratava de um adolescente fora do País, ele poderia empreender fuga ou descartar elementos que comprovaram a autoria, como o celular.
A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do autor, durante esta semana. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário. Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto.
"Ainda, com a conclusão da extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, serão corroborados elementos probatórios já obtidos, bem como levantadas eventuais outras informações sobre o caso", concluiu a Polícia Civil de Santa Catarina.
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Cão Caramelo sobreviveu ao ataque de quatro adolescentes (DIVULGAÇÃO REDE SOCIAL)
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