Quem convive ou conhece irmãos gêmeos surpreende-se com as diferenças que os olhos não vêem
vAo conversar com os gêmeos que já garantiram presença no 1º Encontro de Gêmeos, que será realizado em Ilhota, na Câmara de Vereadores, no próximo dia 25de julho, é fácil perceber que as aparências muitas vezes terminam na hora que um dos pares começa a falar.
Um é mais introvertido; o outro mais espontâneo. É apenas a primeira diferença visível. As preferências mostram as diferenças que nossos olhos não enxergam. Uma coisa é certa: depois de determinada idade dificilmente você encontrará um gêmeo que goste de se vestir igual ao outro. Quando são crianças, a imposição dos pais predomina, porém ao colocarem para fora sua personalidade desaparecem as semelhanças.
O objetivo de Paulo Abud, organizador do Encontro de Gêmeos, que há seis anos planejava realizar o evento, é o de promover a integração de pessoas tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo. “Quero tornar Ilhota a capital catarinense dos gêmeos e promover esse encontro é uma forma de vermos o quanto eles são diferentes, apesar da semelhança física”, disse o organizador, que é promotor cultural e músico e não tem irmão gêmeo.
Para Lucimara e Luciana Fernandes, as diferenças aparecem no dia-a-dia. “Minha irmã é mais quieta e eu falo demais”, destaca Luciana. Já Lucimara, lembra que um das diferenças é gostar de macarrão, enquanto a culinária italiana não está entre os preferidos de sua irmã.
Quando são univitelinos somente conhecendo esses gêmeos que você percebe as diferenças, mas quando são bi-vitelinos (quando não são gêmeos idênticos), as diferenças se tornam ainda mais significativas e viram motivo de implicância entre os pares, como acontece com Lucas e Gustavo Wust. “Eu sempre pego no pé dele porque ele cresceu menos. E essa é sempre a pergunta que todos fazem quando dizemos que somos gêmeos: como que um é maior que o outro?”, brinca Lucas.
Outros dois irmãos bi-vitelinos que irão participar do encontro, o vereador Roberto Prebianca e seu irmão Renato, já deixam a rivalidade por conta do futebol, na qual um torce para o Flamengo e, o outro para o Fluminense. “Trabalhamos juntos na lavoura durante 25 anos e nunca fomos de competir”, revela Roberto. “Apenas quando o assunto é futebol”, discorda o irmão.
As histórias como as de Adrielli e Andressa Farias Prestes, que inspiraram o professor de música a realizar o encontro e também as de Ana Carolina Sabel e Maria Clara Sabel dividirão a cena com outros gêmeos no dia do encontro e ainda aproveitarão para assistir uma palestra da psicóloga, Pamela Soares, que desvendará alguns mistérios genéticos e psicológicos dos irmãos gêmeos.
O evento supera expectativa
O 1º Encontro de Gêmeos reunirá gente de Itajaí até Blumenau e é exclusivo para convidados por causa do espaço físico limitado da Câmara de Vereadores de Ilhota.
Segundo Paulo Abud, a expectativa era de fazer um evento com, no máximo, 20 pares, mas já ultrapassou os 40. Ele promete que em 2011 irá fazer um encontro ainda maior, baseado na experiência e boa rceptividade do encontro deste ano. “Para participar do evento, basta ser gêmeos”, lembra Paulo.
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