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São em alguns terrenos localizados no Braço do Baú que está plantado o sustendo da família Rainert: a banana. Agricultor, Velásio Rainert costumava arrendar as áreas de morro para que vizinhos plantassem fumo e milho; nas áreas planas, plantava arroz irrigado. "Resolvemos mudar para a banana porque o cultivo de fumo se acabou, não dava mais lucro para o produtor, então ele parou de plantar. Já havia outras pessoas aqui no Braço fazendo esta opção e vimos que seria melhor plantar banana do que arroz", conta a esposa de Velásio, Osmarina, hoje a responsável pela parte financeira da Bananas Japa.
No início, Velásio cuidava da plantação e ela ficava no galpão, onde é realizada a classificação das bananas, limpeza e embalagem. Hoje, eles contam com sete funcionários registrados e mais alguns temporários em épocas de grande movimento. O plantio da banana também traz outras vantagens em relação ao arroz: é possível aproveitar toda a área de morros do terreno para plantar e não é necessário virar a terra e reiniciar todo o processo da plantação anualmente, basta cuidar das bananeiras para que elas continuem produzindo. A Bananas Japa possui 42 mil pés de banana - divididos entre as espécies branca e caturra - e ainda costuma buscar banana branca em outros municipios nos meses de inverno. Desta forma, se mantém uma média de venda de 130 a 150 toneladas de banana por mês.
A família Rainert é apenas uma das 518 de produtores rurais, de acordo com dados da Secretaria de Agricultura, sendo que 70% destes agricultores estão concentrados na Margem Esquerda. "Não observamos crescimento nos últimos anos, mas também não há decréscimo. Alguns familiares resolvem trabalhar na indústria, mas a família permanece no campo", destaca o secretário de Agricultura e Meio Ambiente Roberto Poerner. Dados da Epagri mostram que o arroz e a banana são os carros-chefes da agricultura de Ilhota, tendo, respectivamente, 3200 e 700 hectares plantados. A palmeira real tem 300 hectares plantados e este cultivo têm mostrado crescimento nos últimos anos, assim como crescem as áreas de reflorestamento para utilizar a madeira como lenha, celulose ou beneficiamento. Além disso, o secretário destaca que Ilhota tem o maior rebanho bovino do Vale do Itajaí. Para o secretário, ainda vale a pena investir na agricultura. "Qualquer cultura tem futuro, desde que haja diversidade e o agricultor não dependa de um mercado só. Estamos estimulando que sejam construídas lagoas e tanques para a piscicultura, assim os produtores rurais terão outra fonte de renda", esclarece o secretário.
Com o apoio da Epagri e da Sidasc, a secretaria consegue oferecer um bom apoio para os agricultores. Há um técnico agrônomo a disposição da população para dar orientação a técnicas utilizadas no município e também um veterinário para esclarecimentos, além de um programa de inseminação artificial para os pecuaristas. "A maior reivindicação dos produtores rurais é relacionada à prestação de serviços de máquinas e ao programa de calcário, que são necessidades de seu cotidiano. O calcário é usado para corrigir o pH do solo; neste ano já distribuímos 550 toneladas do produto e distribuiremos mais 500. A máquina, a prefeitura disponibiliza conforme cadastramento com um custo que é 30% do valor do mercado privado. A população precisava de mais atenção nestas duas questões e estamos tentando suprir a demanda", encerra o secretário.
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