Morador de Ilhota organiza exposição de coleções na cidade. Ainda há tempo para se inscrever

O hábito de colecionar é bastante comum. Afinal, não é difícil começar uma pequena coleção de objetos, sejam eles brinquedos, fotografias ou selos, por exemplo. Enquanto algumas pessoas fazem pequenas coleções, outras vão além e cultivam este hábito, procurando sempre por uma maneira de aumentar o número de objetos colecionados. São estas pessoas que irão participar de uma exposição em Ilhota no mês de dezembro, mostrando um pouco do que colecionam.

Se você também tem este hábito, ainda há tempo para participar da exposição, que acontece nos dias 20 e 21 de dezembro na Escola de Educação Básica Marcos Konder. De acordo com o organizador do evento, Paulo Abud, quem quiser ser expositor pode entrar no site www.pauloabud.com.br, clicar em cadastro cultural e fazer o seu cadastro. “Por lá, consigo fazer o contato com a pessoa e posso conversar com ela sobre a sua coleção. Dependendo do que a pessoa colecionar e do tamanho dos objetos, ela pode integrar a exposição”, explica. Os cadastros podem ser feitos até 5 de dezembro.

Até o momento, seis expositores foram confirmados e trarão coleções de cartões telefônicos, cédulas e moedas, leques e fantasias de carnaval. “Haverá mais outras coleções, porém não quero revelar todas agora para que as pessoas possam ser surpreendidas pela exposição. Esta é a quarta vez que faço este tipo de evento, porém será a primeira com coleções tão variadas”, conta. Tendo em vista o evento realizado no ano passado, Paulo tem a expectativa de que haja um grande público. “As pessoas gostam muito deste tipo de evento, vem muita gente de toda a região, desde Piçarras e Balneário Camboriú até Blumenau.
 
Estamos fazendo uma boa divulgação pelas redes sociais para chegar a várias cidades, então espero que aproximadamente 500 pessoas passem pela exposição”, conta o organizador.
 
A mostra, assim como todas as outras atividades realizadas por Paulo, é gratuita. Ele destaca que o evento familiar e que compreende que o evento deve ser gratuito para que famílias de todos os níveis sociais possam acessar seu conteúdo. Então, para que a exposição pudesse ser realizada ele contou com parcerias. Coca Pneus, Fotógrafo Ivan Jim, Jornal Metas, Relojoaria e Óptica Soares, Propar Creative 
 
Studio e 2AE Audiovisuais. “Vejo que hoje as empresas estão mais interessadas em apoiar eventos culturais. Algumas até me procuram ao saber que farei um evento deste tipo para dar apoio”, revela Paulo. Além da exposição, o organizador garante que haverá ainda uma surpresa ligada a área de literatura, para estimular as pessoas a lerem mais. Para Paulo, Ilhota é um celeiro de talentos, que precisam de oportunidades para chegar a todo o público. “Tenho certeza de que estes eventos dão oportunidades e deixam marcas no coração das pessoas que participam ou prestigiam”.

Um impressionante trabalho artesanal
 
Linha, agulha e uma tesoura são os únicos instrumentos utilizados por Laércio Mário Gonçalves, 76 anos, para transformar tecidos e aviamentos em verdadeiras peças de arte. O trabalho é totalmente artesanal e minucioso, pode-se levar dias para confeccionar uma calça toda bordada de lantejoulas e miçangas. Há 53 anos ele é carnavalesco e garante que em sua casa não entra máquina de costura. Foi com a mãe que ele aprendeu a costurar as primeiras peças, porém, enquanto ela confeccionava apenas peças comuns para o dia a dia, ele faz um trabalho detalhista e até mesmo um pouco extravagante. São peças para serem usadas em desfiles e com elas Laércio já conquistou muitos prêmios. “Tenho mais de 60 troféus de concursos de fantasia e sempre participo do Concurso de Fantasias de Carnaval no Baile Municipal do Clube 1º de junho, de São José, além de já ter vencido em muitas outras cidades. A maior parte dos bordados que faço aprendi sozinho. Cheguei a fazer alguns cursos, um deles em São Paulo, mas aprendi mais com conta própria”, conta.
 
Laércio está entre os expositores do evento de Paulo e levará fantasias que irão encantar os visitantes. Dependendo do espaço que for destinado a ele, o artista pretende escolher entre três e cinco fantasias de seu acervo, que conta com mais de 20 fantasias completas. “Minhas peças já foram expostas em outras cidades também. As fantasias completas são grandes, muitas tem plumas e ocupam bastante espaço. Por isso ainda não sei exatamente o número de peças que levarei”, destaca. Suas fantasias são criações originais que ele mesmo idealiza, desenha e fabrica. Apenas uma de todo seu acervo é uma réplica.
 
Ele revela que viu a roupa em um filme que se passava em Paris, apaixonou-se pela peça e quis reproduzir. Aposentado, ele comenta que trabalha de janeiro a janeiro e, sempre que pode, está bordando. Além de contar com a aposentadoria, boa parte de sua renda vem das fantasias que confecciona para crianças. Parte do material usado para essas roupas ele compra em São Paulo pois lá é mais fácil comprar aviamentos diferentes.
 
Laércio acredita que a exposição é uma boa iniciativa. “A cultura em Ilhota é muito fraca, são poucas as atividades que temos. É importante termos iniciativas como estas. Meu maior sonho é montar um baile de carnaval aqui com concursos de fantasias e espero poder fazer isso para a população um dia. Além de ter talento na costura, ele também é artista plástico, esculpe e pinta óleo sobre tela e também usa técnicas de jateado.
 

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