Evelaine não sabia para onde seria levada pela Prefeitura
A Justiça cumpriu na manhã desta quarta-feira, dia 28, um mandado para desocupação de cinco casas do loteamento popular Jardim das Arábias, localizado no bairro Minas, em Ilhota, construído para receber os desabrigados da tragédia de 2008. Toda a ação foi acompanhada pela prefeitura.Na última enchente, no início deste mês, cinco famílias – dez adultos e nove crianças – invadiram as casas que ainda estavam desocupadas, algumas em fase de acabamento.
A retirada das famílias foi pacífica, sob a observação de policiais civis e militares, além de outros homens do Pelotão de Policiamento Tático da Polícia Militar de Itajaí, Blumenau e Brusque sob o comando do major Moacir Gomes. No total, 22 policiais militares se deslocaram até o loteamento para garantir a segurança da operação que iniciou por volta das 8 horas da manhã.
De acordo com o prefeito, Ademar Feliski, que acompanhou toda a operação de retirada das famílias, juntamente com o coordenador da Defesa Civil, Paulo Drun, quatro famílias foram levadas para casas de parentes, e apenas uma ficará sob a guarda da Prefeitura porque não tem para onde ir. "Viemos aqui logo após a invasão e pedimos para que as famílias saíssem das casas e fossem para o abrigo, mas eles se negaram. Hoje, viemos aqui acompanhar a desocupação e oferecer assistência às famílias como um aluguel social de três a seis meses e cestas básicas, também por este tempo, para que possam recomeçar suas vidas", disse.
Evelaine de Oliveira estava desesperada com a situação. Ela, o marido, Josué Espinoza, e o filho de um ano e quatro meses não têm para onde ir. "Se tivesse uma casa não estaria aqui, sofrendo essa humilhação", disse Evelaine enquanto colocava seus pertences em um saco plástico. Todos os detalhes na edição deste sábado (1º) do Jornal Metas.
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