APAE de Ilhota ficou sem a verba de R$ 5 mil após incorporação do Besc pelo Banco do Brasil

O sonho de colocar em prática o projeto “Alimentação Saudável” e oferecer uma alimentação balanceada aos seus alunos teve de ser adiado pela Associação de Pais e Amigos do Excepcional (APAE) de Ilhota. O impasse aconteceu depois que a verba garantida para a realização do projeto não chegou à conta da entidade.
“O projeto foi elaborado em 2009, com o auxílio de uma nutricionista da Secretaria de Educação do município. Queríamos oferecer aos alunos uma alimentação balanceada e dar a opção de escolha a eles”, ressalta Elizete Wippel Minuzzi, diretora da APAE. Segundo ela, a proposta foi encaminhada ao deputado Dagomar Carneiro (PDT) em outubro, que autorizou o repasse de R$ 5 mil à entidade. A verba garantiria a alimentação dos alunos por seis meses.
Conforme explica Elizete, além do projeto, foi enviado ao deputado toda a documentação necessária, inclusive o número da agência para depósito e número da conta corrente do Besc, que na época ainda estava funcionando no município. “A orientação que recebemos é que com a incorporação do Besc pelo Banco do Brasil, as entradas em dinheiro seriam feitas automaticamente na agência nova”, explica.
Entretanto, segundo Elizete, no dia 18 de dezembro, quando foi feito o pagamento, a verba não entrou na conta da entidade, retornando à Secretaria do Estado da Fazenda. O depósito foi feito novamente no dia 22 do mesmo mês e, mais uma vez, a verba foi devolvida pelo banco que alegou que a ordem não foi creditada na conta da APAE, pois a conta informada era da agência do Besc, incorporada em novembro. “Por enquanto iremos receber o apoio da Secretaria de Educação do município. Mas teremos que realizar campanhas para arrecadar verba para a compra de alimentos”, afirma Elizete. Segundo a diretora, outras entidades da cidade receberam verbas e conseguiram retirar o dinheiro. “Gostaria de saber por que com a APAE isso não foi possível”, finaliza.
A reportagem do Jornal Metas entrou em contato com a gerência do Banco do Brasil de Ilhota. No entanto, nenhum funcionário estava autorizado a passar informação sobre a polêmica. 
Alegaram não ser autorizações a dar entrevistas para a imprensa.

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