Com o foco em melhorar sua performance em sala e deixar as aulas mais dinâmicas, o professor e secretário de Educação de Ilhota, Airton Corrêa, investiu em cursos artísticos

Ele conta que sua meta nunca foi se tornar um artista e nem realizar apresentações, sempre pensou em como estes tipo de atividades culturais poderiam refletir em melhoria na sala de aula. “Quis  saber usar melhor os tons de voz, gestos... A ideia era aperfeiçoar a linguagem corporal. Eu fui em busca destas atividades quando percebi que queria ter um diferencial nas aulas, queria levar emoções aos alunos, pois acredito que o aprendizado tem que ser pelo afeto”, explica o secretário. Sua última incursão no mundo das artes foi por meio da dança, sendo que o gênero escolhido foi o sapateado. Há quase dois anos, ele precisou parar as aulas, mas continua a ensaiar em casa, em um tapume que comprou já com a intenção de usar para sapatear. Ele parou as aulas devido ao mestrado e, agora, ao fato de ter aceitado o cargo de secretário de Educação em Ilhota. Diariamente, Airton trabalha na secretaria durante o dia e dá aulas na Uniasselvi durante a noite, para as disciplinas de matemática, estatística, cálculo numérico, pesquisa operacional, raciocínio lógico e álgebra. Além disso, ainda dá palestras educacionais e motivacionais.

As aulas de dança, teatro, canto e música o deixaram preparado para ter uma desenvoltura melhor em sala de aula. “Há letras musicais que motivam o aluno, por exemplo. Com a arte, podemos ter um estímulo nas aulas, claro que tudo dentro do contexto da matéria”, destaca o professor. Entre os cursos que fez, estão dois anos de teatro, quatro anos de teclado e canto, que ainda pratica em casa, e um ano e meio de sapateado. “Tenho também uma pós em gestão empresarial, mas não porque eu desejo ser empresário. Tudo isto que estudei, foi com foco na sala de aula. Neste caso, meu objetivo era ser um gestor em sala de aula”, esclarece. Para poder preparar suas aulas, o professor realiza muitas pesquisas, até mesmo cenas de filmes são incluídas no conteúdo da aula. Para encontrar apenas o que esteja interligado ao assunto da aula, as pesquisas precisam ser aprofundadas. É desta forma que, além de deixar a aula mais interessante, ele amplia seu repertório cultural.

Para o professor Airton, a arte amplia os horizontes e assim, tendo uma visão global, é possível adaptar o conteúdo tratado a várias áreas e à realidade do aluno. Por exemplo: a poesia está ligada ao tempo, ao português e a própria matemática. “O aluno que tem a vivência da arte consegue entender esta visão, percebe que todos os assuntos estão interligados. A pessoa que tem o contato com a cultura é mais sensível e humana, compreende o outro melhor, não se desanima facilmente e faz outra leitura dos comportamentos alheios. Enfim, também para o aluno, a arte traz muitos benefícios”, ressalta. 

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