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Há, ainda, a suspeita de que ele vinha agindo como 'matador de aluguel' na região
ATUALIZADA ÀS 17h52min
A morte do fugitivo Lázaro Barbosa, de 32 anos, na manhã desta segunda-feira (28), não põe fim ao trabalho da Polícia Civil de Goiás. Há, ainda, uma série de questionamentos que merecem investigação. Acusado de cometer múltiplos assassinatos, o bandido Lázaro pode ter recebido ajuda para escapar ao cerco dos agentes de segurança das policiais Civil e Militar do Estado de Goiás e do Distrito Federal. Lázaro permaneceu fugitivo por 20 dias. Um aparato de mais de 200 policiais foi mobilizado para capturar o assassino.
O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse existir a suspeita de que Lázaro poderia ser um "matador de aluguel", por isso poderia estar sendo ajudado por pessoas que não queriam a sua prisão. Miranda chegou a afirmar que ainda existem algumas pessoas a serem investigadas e até presas.
Entre os alvos da investigação da polícia está o dono de uma chácara onde Lázaro chegou a se esconder e a receber comida. Elmi Caetano Evangelista foi preso na última quinta-feira (24).
"O empresário [chacareiro] que está preso é um dos líderes da organização", afirmou o secretário. Para ele, a hipótese de que o bandido atuava sozinho está afastada. "Mais para frente, quando a investigação estiver finalizada, colocaremos [todas as informações] para vocês. Mas já há uma linha de apuração. Uma das coisas [hipóteses] é de que ele [Lázaro] atuava como jagunço ou segurança para algumas pessoas", antecipou o secretário a jornalistas, afirmando ainda que a suposta "organização" protetora de Lázaro pode estar envolvida com crimes como latrocínio e assassinatos nos quais o bandido tinha participação direta.
Segundo Miranda, o fato de Lázaro ter trocado várias vezes de roupas durante a sua fuga é prova de que ele tinha uma rede de pessoas que o acobertava. Outro indicativo foram os R$ 4 mil que estavam com ele no momento em que foi abatido pela polícia. O secretário acredita que a intenção de Lázaro não era se entregar e que ele contava com o apoio de outras pessoas para continuar empreendendo a fuga. "O dinheiro é, certamente, um indicativo de que ele estava querendo sair do estado ou do país", disse o secretário.
Troca de tiros e morte
Lázaro foi surpreendido por policiais quando chegava à casa de sua ex-sogra, na zona rural de Águas Lindas (GO), a cerca de 50 quilômetros de Brasília na manhã desta segunda-feira (28). "Ele foi para encontrar com ela. Nós já estávamos monitorando, tentamos pegá-lo no momento [em que ele se aproximou], mas ele chegou a ameaçar alguns policiais", contou Miranda, explicando que após ser cercado, Lázaro trocou tiros com os policiais e foi baleado. De acordo com informações do site Metropoles, o bandido sido atingido por 38 tiros e já chegou sem vida ao hospital. Sua ex-esposa e sua ex-sogra foram conduzidas para prestar depoimento. Ainda de acordo com o site Metropoles, o criminoso havia estado no mesmo endereço um dia antes, quando deixou R$ 300,00 para o filho que ele tem com a ex-esposa. A ex-sogra contou ainda à reportagem, que Lázaro retornou algumas horas depois para pedir emprestado o seu telefone celular para falar com a sua a esposa. Depois, retornou para o mato. Segundo contou uma tia do criminoso, os familiares estão sofrendo ameaças de morte e não deverão ir ao enterro, marcado para o cemitério da cidade de Cocalzinho-GO.
Socorrido com vida, Lázaro foi levado ao Hospital Municipal Bom Jesus, de Águas Lindas de Goiás (GO), mas não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde será periciado antes de ser liberado para que sua família providencie o sepultamento.
Lázaro é acusado de assassinar quatro pessoas da mesma família em uma chácara no Distrito Federal. Uma quinta vítima teria sido feita refém em Goiás. Ele ainda é suspeito de balear três pessoas no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentraram as buscas. Além disso, já tinha sido condenado por homicídio na Bahia.
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