Produtores Glaucia e Mathieu conquistaram o Selo de Produtor Orgânico Brasil

Em uma área de aproximadamente 7 hectares, Gláucia Cirilo Feitosa e Mathieu Putallaz investiram no cultivo de um tipo de arroz especial. E o que era pra ser uma alternativa de renda, se consolidou no principal negócio na propriedade. Recentemente os rizicultores receberam o Selo de Produtor Orgânico Brasil, cedido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), projetando Gaspar ainda mais no cenário nacional na produção do grão.

Para obter o selo, foi necessário que o Organismo da Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), fizesse auditorias criteriosas sobre o sistema orgânico de produção junto a ensaios de solo e de produto. O trabalho executado por Gláucia e Mathieu foi aprovado em todas as etapas, assegurando o selo em seus produtos.

variedades de arroz produzidas na fazenda são desenvolvidos pela Epagri/SC.
  • variedades de arroz produzidas na fazenda são desenvolvidos pela Epagri/SC. (Fotos: PMG)

Mathieu explica que a parte de limpeza e adubação é feita da criação de animais, sem o uso de produto químico. “Quando escolhemos ser 100% orgânicos, foi todo um processo de preparação do espaço para que chegássemos nos atuais resultados. A limpeza dos tapumes das arrozeiras é feita com a criação de ovinos, e a limpeza de grãos residuais, depois da colheita, é feita com a criação de marrecos, que também auxiliam na adubação da plantação”, explica o rizicultor.

Atualmente os agricultores locais produzem três tipos de arroz: Ônix (arroz preto), Rubi (arroz vermelho) e o Pérola (arroz branco para risoto), que já são comercializados na região há alguns anos. Agora, será possível notar a nova conquista nas embalagens do produto, isto é, o selo Produto Orgânico Brasil.
Essas variedades de arroz produzidas na fazenda são grãos comercializados e desenvolvidos pela Epagri. Antes, tipos de arroz como o vermelho e o negro eram considerados pragas nas lavouras, hoje, com o melhoramento genética do grão, passaram a ser alimentos de uma culinária mais específica e contam com alto valor nutritivo.

Atualmente, os agricultores produzem três tipos de arroz: Ônix (arroz preto), Rubi (arroz vermelho) e o Pérola (arroz branco para risoto),
  • Atualmente, os agricultores produzem três tipos de arroz: Ônix (arroz preto), Rubi (arroz vermelho) e o Pérola (arroz branco para risoto), (Fotos: PMG)

Marca e comércio

Com a intenção de facilitar a comercialização do arroz, sendo além de produtores também comerciantes do produto, o casal desenvolveu a marca ‘Casa do Arrozal’, que além de arroz, também produz a farinha do arroz e o vinagre do arroz Rubi. Os principais clientes são restaurantes de toda a região leste de Santa Catarina.

A Prefeitura de Gaspar, por intermédio da Secretaria de Agricultura e Aquicultura fornece todo o maquinário agrícola para que o produtor possa fazer a colheita e preparação do arroz. ”Hoje o município produz cerca de 25 mil toneladas de arroz por ano, sendo o principal produto agrícola da cidade. Oferecemos todo o suporte de maquinário para que o agricultor possa utilizar os recursos, que seriam gastos com esses equipamentos, no aprimoramento da sua lavoura, fortalecendo cada vez mais o desenvolvimento rural da nossa cidade”, destacaa Cleverson Ferreira dos Santos, secretário da pasta. O certificado de conformidade, que garante o selo de produto orgânico de arroz especial tem vigência até março de 2024. Até lá, o arroz ‘Casa do Arrozal’ será destaque regional de qualidade para a alimentação dos catarinenses.

O selo foi obtido a partir de uma auditoria do Organismo da Avaliação da Conformidade, credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
  • O selo foi obtido a partir de uma auditoria do Organismo da Avaliação da Conformidade, credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) (Fotos: PMG)


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