Gelásio Crespi diz aguardar, há três anos, pela drenagem
Há cerca de três anos, Gelásio Crespi, morador há 70 anos do número 723 da Rua Anfilóquio Nunes Pires, no bairro Coloninha, em Gaspar, vem pedindo à Prefeitura de Gaspar uma solução para os frequentes alagamentos que ocorrem em dias de chuva no acostamento de um trecho da via que passa em frente à sua residência. “A água não chega mais nas bocas de lobo porque tá tudo entupido com barro e pedras. Já vieram, olharam, mas nunca executaram a obra”, reclama o morador. Gelásio conta que já limpou mais de uma vez as bocas de lobo, mas que agora não o fará mais.
No ano passado, quando foi construída uma loja, ao lado da residência de Gelásio, o dono do terreno solicitou à Prefeitura que viesse resolver o problema já que a água estava ficando empoçada em frente ao estabelecimento. “A prefeitura veio, abriu três buracos no acostamento, fechou, foi embora e não voltou mais”, relata Gelásio. Ele também chama atenção que água parada no acostamento pode provocar acidentes com ciclistas e pedestres. Ele precisou ainda elevar a entrada da sua residência para evitar que a água invadisse o seu terreno em dias de chuva forte.
Segundo ele, em uma das três bocas de lobo foi feita a ligação com tubos, atravessando a pista, para desembocar no rio Itajaí-Açu. “A travessa para a água descer para o rio está pronta, falta fazer a ligação das duas bocas de lobo, por isso o problema em frente ao portão da minha casa e na entrada da rua que fica ao lado”, afirma Gelásio. De tanto pedir, ele recebeu a visita de técnicos da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos no final do ano passado, que prometeram uma solução. Em janeiro deste ano, Gelásio ficou animado com a chegada dos tubos e a promessa de que a obra iniciaria em fevereiro. “Estou ainda aguardando que a Prefeitura apareça para terminar o serviço”, lamenta o morador.
Prefeitura responde
Procurado pela reportagem, o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Roni Muller, tranquilizou seu Gelásio e demais moradores daquela região da cidade, explicando que a conclusão da obra está no radar da secretaria. “Estamos com uma drenagem de grande porte no bairro Bela Vista, assim que concluirmos inicia a obra de drenagem da Anfilóquio Nunes Pires”, informou. Segundo ele, ainda faltam alguns tubos, mas basicamente o material que está lá será usado na drenagem. Muller não deu uma previsão exata para o início dos trabalhos, pois depende do clima, mas acredita que, no máximo, em 15 dias as máquinas vão para a Anfilóquio Nunes Pires.

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