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Robson precisa comprar um equipamento que vai ajudar a aliviar as dores nas costas
Às vezes, tudo que uma pessoa precisa para dar a volta por cima e uma nova oportunidade. Da solidariedade de outras pessoas. Essa é a história do ex-morador de rua e hoje morador do bairro Margem Esquerda, Robson de Oliveira Silva, de 40 anos. Ele é natural de Criciúma, no Sul do Estado, mas mora em Gaspar há cerca de um ano, mas já viveu na cidade em outras ocasiões.
Aos 19 anos, Robson decidiu ir morar na rua e desenvolveu o vício no álcool. Foram 20 anos andando perambulando por diversas cidades de Santa Catarina e até de outros Estados do Nordeste e Centro-Oeste. Em uma de suas passagens por Gaspar, ele conheceu uma pessoa que mudou sua vida: a aposentada Guilhermina Gualberto Germano. Eles se relacionaram por cerca de quatro anos. Porém, um dia, “bateu a loucura”, como Robson descreve, e ele caiu de novo na estrada, mas sempre mantendo contato com Guilhermina.
Há mais ou menos um ano, a ex-companheira e hoje apenas amiga, descobriu que Robson estava internado em um hospital de Imbituba. Por lá ele ficou quase um mês e chegou a pesar 46 kg. Robson conta que enfim “caiu a ficha”, ele entendeu que se não mudasse de vida, a morte seria o único caminho.
Foi então que, novamente com a ajuda de Guilhermina, ele decidiu retornar para Gaspar, mas não para a casa da ex-companheira. Ele foi direto para uma clínica de reabilitação em Ilhota. Robson permaneceu internado por quase nove meses, até dezembro de 2022. De lá pra cá, abandonou completamente o vício da bebida e do cigarro. “Eu quero me curar, arrumar emprego e voltar a trabalhar”Após deixar o local por vontade própria, foi acolhido por Guilhermina, porém os problemas de saúde se tornaram mais graves. Torneiro mecânico por profissão, Robson não consegue mais trabalhar, nem mesmo os “bicos” que fazia em outras áreas, como pintor e pedreiro, não consegue mais por conta da doença. Ele também está com perícia agendada com o INSS para tentar receber o auxílio-doença, mas os problemas de saúde não esperam.
Há um ano sem beber, Robson está com gordura no fígado e sofre com fortes dores na coluna lombar por causa de um desvio, que não permite nem que ele se abaixe. Além disso, ele sente formigamentos nas mãos e nas pernas.
Atualmente, Robson mora na casa da amiga e recebe auxílio-emergencial de R$600, mas ele toma medicamentos controlados de alto custo. Os médicos recomendaram que fizesse fisioterapia, mas como a fila no posto de saúde é muito grande, os médicos deram a ideia de o homem fazer exercício em casa, usando um simulador de caminhada. “Eu não tenho condições de comprar esse aparelho e não tenho condições de trabalhar, porque eu não consigo me abaixar, para tudo eu dependo de ajuda. Esse aparelho iria me ajudar muito a voltar a me recuperar”, afirma Robson.
Quanto custa?
O simulador de caminhada custa entre R$500 e R$ 1 mil e o homem pede ajuda da comunidade para juntar este valor. Para quem quiser contribuir pode fazer PIX para (47) 997599472 (Guilhermina Gualberto Germano). Além disso, o telefone para contato de Robson é (47) 99358974.
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