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Júri Simulado escola Zenaide Schmitt Costa (Fotos: Duda Muller / JM)
Atividade reuniu cerca de 60 alunos do 9º ano e propôs uma reflexão sobre respeito, discriminação e as consequências de atitudes preconceituosas.
A Escola de Educação Básica Zenaide Schmitt Costa, no bairro Santa Terezinha, promoveu nesta quinta-feira, dia 5, um júri simulado com a participação de aproximadamente 60 alunos do 9º ano. A atividade abordou um caso fictício inspirado em situações de preconceito e racismo, proporcionando aos estudantes uma experiência de reflexão sobre justiça, cidadania e respeito às diferenças.
Durante a simulação, os participantes assumiram diferentes papéis, como juiz, réu, vítima, advogados e promotores de Justiça. Outros estudantes formaram o corpo de jurados, responsável por acompanhar os argumentos apresentados e avaliar o caso.
A atividade é organizada pela professora Ivone Trevisan e chega ao quarto ano consecutivo na instituição. Neste ano, a escolha do tema foi motivada pela necessidade de ampliar o debate sobre atitudes discriminatórias e suas consequências."Vivemos em uma sociedade e a base de tudo é o respeito. Não importa se a pessoa é rica, pobre ou como ela é. O respeito deve existir sempre", destacou a professora.
Ivone explica que a escola já trabalhou temas como divulgação de imagens sem autorização, bullying e cyberbullying. A abordagem do preconceito, neste ano, surgiu também a partir de uma situação vivenciada anteriormente no ambiente escolar.
Com a atividade, a proposta é mostrar aos estudantes que atitudes preconceituosas não devem ser naturalizadas e que toda ação pode trazer consequências, reforçando a importância do respeito e da convivência em sociedade.
A estudante Alice Hames, do 9º ano, também destacou a importância da experiência para a formação dos jovens. Segundo ela, além de proporcionar convivência e participação em uma atividade coletiva, o júri simulado contribui para conscientizar os estudantes sobre problemas presentes no cotidiano escolar. “É uma experiência muito importante para o nosso futuro, para desenvolver a convivência e levar essa conscientização sobre o preconceito e a discriminação. São situações que vemos muito na escola”, afirmou.
A participação do advogado gasparense, Daniel Correia, também marcou a atividade com o juiz do juri. Ele acompanhou o júri simulado pelo terceiro ano consecutivo, a convite da professora Ivone, e ressaltou o envolvimento dos estudantes e a importância de discutir o tema.
“É muito bacana ver o empenho dos alunos, a dedicação e a preocupação em fazer tudo da melhor forma. É uma oportunidade de apresentar um tema que acontece no nosso dia a dia e mostrar que nossas atitudes, mesmo na idade deles, têm consequências. Precisamos pensar no próximo e ter cuidado com nossas ações”, destacou. Daniel também elogiou a iniciativa da escola e afirmou que gostaria de ter tido uma oportunidade semelhante durante sua formação escolar.
Segundo a diretora da escola, Valdete Gol, a iniciativa contribui para preparar os jovens para discutir questões presentes na sociedade, incentivando a reflexão e a formação de opiniões. “É uma atividade para fazer os alunos refletirem sobre os problemas da sociedade. São situações que não acontecem apenas dentro da escola, mas também no dia a dia da comunidade. Por isso, é importante trabalhar esses temas e conscientizar os estudantes”, destacou.
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