A iniciativa nasceu da curiosidade dos alunos e se transformou em uma experiência de investigação, observação e aprendizado científico

A professora Cláudia Dimon Spengler, do CDI Dorvalina Fachini, apresentou em um congresso internacional o trabalho desenvolvido com crianças de 5 e 6 anos. A iniciativa surgiu a partir de uma observação simples da rotina escolar: um passarinho que costumava aparecer perto do refeitório despertou perguntas, pesquisas e novas descobertas.

O interesse dos alunos levou a turma a investigar qual era a espécie da ave e a comparar imagens em livros, além de registrar fotografias e discutir as características do animal. A identificação do João de Barro marcou o início de um percurso que ampliou a curiosidade para outras aves presentes no entorno da escola.

Pesquisa, observação e participação de especialista

Depois de identificar o João de Barro, as crianças passaram a observar outros pássaros, como quero-quero, bem-te-vi e canários. Para aprofundar o tema, a professora convidou um biólogo para conversar com a turma, esclarecer dúvidas e ajudar a diferenciar fatos científicos de mitos encontrados nas pesquisas.

Essa interação trouxe ainda mais significado ao projeto, porque aproximou as crianças do modo de fazer ciência. Em vez de receber respostas prontas, elas foram estimuladas a observar, comparar, perguntar e buscar explicações com base em diferentes fontes e na troca com um especialista.

Atividades práticas ampliaram as descobertas

O trabalho também envolveu experiências concretas. As crianças participaram de oficinas de construção de ninhos, pesquisaram sobre as corujas-buraqueiras encontradas nas proximidades da unidade e produziram um mapa para localizar onde as aves ficavam. Além disso, montaram casinhas de João de Barro e utilizaram uma bússola durante as atividades.

Ao final do processo, a turma reuniu as aprendizagens em um livro com todas as descobertas. O projeto mostrou como a curiosidade infantil pode ser o ponto de partida para investigações consistentes, conectando observação, pesquisa e criatividade em uma experiência pedagógica que chamou atenção em um evento internacional.

Apresentação em congresso internacional

O trabalho foi aprovado para integrar o Círculo Epistemológico do IV CIPAII, VI RIEC e XIV INCREA, realizados entre 16 e 19 de setembro, em Maceió (AL). Durante o congresso, a professora compartilhou não apenas os resultados da experiência, mas também o caminho construído com as crianças ao longo do projeto.

Mais do que apresentar um produto final, a experiência evidenciou uma prática educativa baseada na escuta das perguntas das crianças e na transformação dessas dúvidas em oportunidades de aprendizagem. O projeto aproximou infância, ciência e investigação de forma simples e significativa.

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