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Alunos do curso de engenharia serão investigados (Fotos: DIVULGAÇÃO UDESC)
A lista teria sido feita por alunos do curso de Engenharia de Petróleo da campus Balneário Camboriú
A Polícia Civil de Balneário Camboriú vai investigar a denúncia da existência de uma suposta lista com nomes de estudantes consideradas “as mais estupráveis” da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A lista teria sido feita por alunos do curso de Engenharia de Petróleo, do campus Balneário Camboriú. As informações são do Portal Menina FM.
A chamada lista teria sido elaborada por um grupo de seis homens adultos, que classificaram oito estudantes mulheres do curso como “as mais estupráveis da Udesc”. Segundo relatos e registros que chegaram às denunciantes, os alunos tiravam fotos das jovens enquanto elas estudavam, sem autorização, e utilizavam inteligência artificial para fazer montagens das meninas usando biquínis.
Os áudios, trocados entre os estudantes, chegaram até a Rádio Menina por meio de uma fonte. A jovem, que fez a denúncia, não era nenhuma das estudantes citadas na lista. No entanto, ela tomou conhecimento das conversas e alertou algumas das alunas envolvidas. Um boletim de ocorrência foi feito na delegacia da cidade litorânea.
“E o que eles falam nesse grupo, é que eles fazem listas de quem é a mais gostosa de vocês, tipo, coisas muito feias mesmo assim, tipo, tinha um cara que falou assim: top 4 que era dentro”, relata a denunciante.
De acordo com o relato dos áudios, as falas de dois estudantes são consideradas as piores. “(Os dois alunos) falaram que se se trancassem numa sala com essa (aluna) era estupro, e essa parada de estupro veio muitas vezes à tona, tá?”, diz, ainda, a estudante autora da denúncia.
O diretor-geral do Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí (Cesfi) da Udesc, Oséias Pessoa Alves, informou na quinta-feira, 13, ao Portal Menina, que a denúncia que chegou à universidade não se trata de uma lista de alunas “estupráveis”, mas de conversas com conteúdo misógino, sexista, homofóbico e racista. As informações seriam de apenas dois alunos, e não de seis.
Segundo ele, todas as medidas administrativas foram tomadas em relação às bolsas dos dois alunos, assim como foi instaurada uma sindicância investigativa para esclarecer a “autenticidade dos registros, o contexto das conversas, a autoria das manifestações e as eventuais responsabilidades”.
O diretor afirmou ainda que que a apuração dos fatos ainda não foi concluída. Segundo ele, não há, no material coletado até o momento, “qualquer elemento que demonstre a existência de uma suposta ‘lista de estupráveis’. "Não podemos minimizar o conteúdo das conversas, mas também não podemos atribuir aos fatos uma dimensão que ainda não foi comprovada pela investigação”, enfatizou.
Antes da fala do diretor, a reitoria da UDESC se manifestou por meio de nota:
"A Reitoria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) informa que recebeu relatos sobre o caso envolvendo estudantes da Udesc Balneário Camboriú e está averiguando as providências a serem tomadas e os devidos procedimentos que competem à instituição.
Os encaminhamentos internos têm como objetivo apurar os fatos, identificar as circunstâncias e eventuais responsáveis, assegurando o devido processo e a análise das informações disponíveis.
A Universidade repudia veementemente toda e qualquer forma de violência, assédio, constrangimento, discriminação e desrespeito, bem como qualquer situação que atente contra a dignidade das mulheres. A Udesc reafirma seu compromisso com um ambiente universitário seguro, inclusivo e respeitoso.
Reitoria da Udesc."
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