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A pessoa se conecta com o seu passado e passa a olhar o futuro com mais leveza (Fotos: DIVULGAÇÃO)
Por R$ 5,5 mil, a pessoa passa pela experiência de uma nova relação com memórias e vivências passadas,
Um retiro espiritual, no mínimo inusitado, vem chamando atenção nas redes sociais ao prometer ajudar pessoas a “zerar” o chamado body count, expressão em inglês usada para indicar o número de parceiros sexuais que cada um já teve. A proposta virou assunto por oferecer uma experiência de recomeço pessoal. Os valores são bastante "salgados", e cada sessão chega a custar R$ 5,5 mil.
Apesar do nome e da divulgação chamativa, a cerimônia não apaga, de fato, o passado de ninguém nem altera registros da vida. A ideia apresentada pelos organizadores do retiro é simbólica: trabalhar emoções e percepções ligadas a experiências anteriores, como culpa, vergonha e desconforto emocional.
São usadas práticas de aconselhamento para ajudar a pessoa a se curar emocionalmente de traumas, arrependimentos ou sentimentos de culpa envolvendo relacionamentos passados.
Como funciona a experiência
Durante o retiro, os participantes passam por uma programação que inclui meditação, aconselhamento, momentos de reflexão e rituais entendidos como de purificação. Segundo a proposta, esse conjunto de práticas cria um ambiente de encerramento de ciclos e de reconciliação com a própria trajetória.
O “zerar” prometido, na prática, significa buscar uma nova relação com memórias e vivências passadas, sem qualquer mudança nos fatos. Para quem participa, a cerimônia é apresentada como uma forma de transformar lembranças em aprendizado e seguir adiante com mais leveza emocional.
Repercussão e debate nas redes
A repercussão cresceu após internautas classificarem o encontro como uma espécie de “reset de body count”. A expressão, popular entre jovens na internet, costuma ser usada em discussões sobre histórico sexual e acabou aguçando ainda mais a curiosidade sobre o retiro não só dos jovens, mas de pessoas de várias faixas etárias.
O apelo também reacendeu o debate sobre o espaço que práticas espirituais têm ocupado na vida moderna. Para alguns, trata-se de uma resposta a questões pessoais e emocionais; para outros, é mais um exemplo de como temas íntimos têm sido transformados em produto de marketing com forte apelo nas redes sociais e até usando algumas "iscas" para fisgar a atenção do internauta e lucrar financeiramente. E você? O que acha?
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