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Milhares de pessoas acompanharam a passagem do símbolo das Olímpiadas há exatos 10 anos em Gaspar (Fotos: Jornal Metas/Arquivo )
Há exatos dez anos, Gaspar viveu um momento histórico ao receber a Tocha Olímpica, reunindo cerca de 4,5 mil pessoas ao longo do percurso entre as ruas Itajaí e Coronel Aristiliano Ramos.
No dia 12 de julho de 2016, Gaspar entrou definitivamente para a história dos Jogos Olímpicos. Há exatos dez anos, a cidade foi tomada por um clima de celebração ao receber a passagem da Tocha Olímpica Rio 2016, reunindo cerca de 4,5 mil pessoas ao longo de um percurso de aproximadamente um quilômetro entre as ruas Itajaí e Coronel Aristiliano Ramos (em frente à igreja matriz).
O que começou como uma tarde tranquila e ensolarada logo deu lugar a uma das maiores mobilizações populares já registradas no centro da cidade. Desde o início da tarde, moradores passaram a ocupar as calçadas, sacadas e janelas dos prédios do Centro para garantir um lugar privilegiado e acompanhar de perto um dos maiores símbolos do esporte mundial.
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A passagem emocionou gasparenses (Fotos: Arquivo JM)
O trânsito na Rua Coronel Aristiliano Ramos foi interrompido para a passagem do comboio olímpico e, aos poucos, a expectativa tomou conta da cidade.
O ponto de partida do revezamento foi em frente ao Centro Educacional Luz do Saber, na Rua Itajaí. A escola preparou uma programação especial para marcar o momento. Alunos confeccionaram tochas em sala de aula, participaram de apresentações e cantaram o Hino Nacional enquanto aguardavam a chegada da chama olímpica.
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Mari Theiss foi a primeira conduzir a tocha (Fotos: JM)
O revezamento começou por volta das 16h10, com cerca de 15 minutos de atraso, e durou aproximadamente 15 minutos. A primeira condutora foi Mari Inez Testoni Theiss, então coordenadora da Defesa Civil de Gaspar. Escolhida em um concurso realizado por uma marca de veículo após compartilhar sua história. Ela percorreu os primeiros 400 metros do trajeto.
Na sequência, a chama foi entregue a Arthur Klann, escolhido por uma marca de refrigerante patrocinador das Olimpíadas, também por meio de uma campanha nacional. Neto de Orlando Francisco Müller, um dos fundadores dos Jogos Abertos de Santa Catarina, Arthur representou a tradição esportiva da família e conduziu a tocha por cerca de 200 metros.
A terceira condutora foi Lucila Colzani, então com 95 anos. Indicada pela neta ao Bradesco, ela emocionou o público ao percorrer parte do trajeto em uma cadeira de rodas, empurrada pelos chamados "guardiões da tocha". Com simpatia, acenou para o público durante todo o percurso, recebendo aplausos por onde passou.
Lucila entregou a chama olímpica ao haitiano Pierre-Charles John Peterson Brusly, escolhido pela Prefeitura de Gaspar para representar os imigrantes que encontraram na cidade uma oportunidade de reconstruir suas vidas.
Um encerramento que entrou para a memória da cidade
A passagem emocionou gasparenses (Fotos: Arquivo JM)
O momento mais aguardado ficou reservado para o atleta gasparense Jonas Junckes, ultramaratonista e praticante de Corridas de Aventura, representante do Brasil em competições internacionais.
Ao receber a tocha em frente à escadaria da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, Jonas protagonizou uma cena que se tornou um dos grandes símbolos daquele dia esportivo. Com a chama olímpica presa à sua bicicleta, ele desceu os mais de 100 degraus da escadaria da igreja diante dos olhares e aplausos de milhares de pessoas, encerrando o revezamento de forma emocionante.
Ao final da cerimônia, Jonas resumiu o significado daquele momento histórico. "Espero que este momento possa incentivar os gasparenses a irem em busca de seus sonhos, não só no esporte, mas em todos os momentos da vida."
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A passagem emocionou gasparenses (Fotos: Arquivo JM)
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Mais de 4 mil pessoas participaram do momento ( Rio2016/Andre Luiz Mello)
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O haitiano Pierre Charles Peterson fez a última passagem ( Rio2016/Andre Mourao)
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A mais idosa, Lucila Colzani, 95 anos, era só sorriso ( Rio2016/Andre Mourao)
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A passagem emocionou gasparenses (Arquivo JM)
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A passagem emocionou gasparenses (Arquivo JM)
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A passagem emocionou gasparenses (Arquivo JM)
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A passagem emocionou gasparenses (Arquivo JM)
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Mari Theiss foi a primeira conduzir a tocha (JM)
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