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Com netos e bisnetos (Fotos: FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
Família e amigos se reuniram no domingo, dia 5, para celebrar 84 anos do simpático morador do Gaspar Grande
Há histórias que se contam pelos anos vividos. A de Lino Gregório Mafra se mede pela profundidade das raízes que ele cultivou no coração de sua gente. Aos 84 anos, completados no domingo, dia 5, seu Lino revela a lucidez e a vivacidade de quem carrega a sabedoria do tempo. Ele é a rocha sobre a qual se sustenta a grande família Mafra, do Gaspar Grande. Uma trajetória marcada por caminhos sinuosos, superações silenciosas e, acima de tudo, um amor desmedido que se renova a cada encontro familiar.
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O som melodioso da gaita na condução do amigo Zé Baú (Fotos: FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
Lino nasceu em Tubarão, mas, ainda criança, a família mudou-se para Rancho Queimado, próximo a Florianópolis, e depois para Vidal Ramos. Em Vidal Ramos sofreu um grave acidente que deixou sequelas no quadril. Recuperado do acidente, o jovem Lino e cresceu ao lado de seus irmãos. Aprendeu o valor do suor diário, ajudando os pais no cultivo do fumo e do feijão, e no trato dos animais.
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O momento religioso onde a família e amigos se uniram em oração (Fotos: FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
Foi também ali, entre as belas paisagens do interior, que o destino lhe apresentou dona Santinha Maia. O amor floriu e transformou-se em casamento em 1962. Em 1968, já com três filhos nos braços, o casal mudou-se para Rio do Sul. Na cidade, Lino desdobrou-se para garantir o sustento: trabalhou como ecônomo e, por longos anos, enfrentou a dureza da mata cortando lenha e limpando terrenos. Em Rio do Sul, nasceram outros três filhos.
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O anfitrião sob a benção de um convidado especial: Frei Aroldo (Fotos: FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
Prova de resiliência
A década de 1970 trouxe nova mudança, agora para Gaspar, onde nasceu a sétima filha do casal. E foi na cidade “Coração do Vale” que Lino testou a sua resiliência. As duas enchentes, de 1983 e 1984, levaram rio abaixo tudo o que a família havia construído. O que parecia o fim foi o começo. Decidido a não mais voltar para o bairro Margem Esquerda, Lino comprou uma casa no Gaspar Grande, onde abriu o Comercial Lino Mafra, um pequeno comércio que começou vendendo produtos coloniais e, com o tempo, transformou-se em um tradicional açougue da cidade.
A vida, contudo, também é feita de despedidas. Em 2021, o coração de Lino conheceu a dor da ausência da amada Santinha, que partiu deixando a ele um pedido: “Para continuar cuidando da família”, revela a filha Ivete Mafra Hammes. E assim seu Lino tem dedicado os dias.
O carinho pelos netos e bisnetos é imenso, com idêntica reciprocidade. Quando os pequenos chegam à sua casa, correm em direção ao “Bisa”, aninham-se em seus braços e, logo em seguida, disparam para a geladeira em busca de uma Coca-Cola gelada - um agrado que Lino faz questão de manter sempre abastecido.
A filha, Ivete Hammes, conta que a memória afetiva mais viva do pai é justamente esse espírito de zelo. “Ele sempre preparou a nossa comida com muito amor”, recorda.
Esse ato de olhar para o lado e a generosidade de nunca negar nada a ninguém, principalmente o alimento, tornou-se lição de vida aos filhos, junto com o respeito e a educação.
Celebrar a vida sempre foi uma regra de ouro para seu Lino. Mesmo nos períodos de maior dificuldade, a tradicional polenta de aniversário nunca deixou de ser servida. “Meu pai sempre gostou de comemorar aniversário”, conta Ivete.
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Lino e a filha Ivete Hammes (Fotos: FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
É por isso que, a cada novo ciclo, a família une forças para realizar a festa exatamente do jeito que ele gosta, inclusive embalada pelo som do acordeon. A música corre em suas veias: seu Lino também toca sanfona, e não dispensa a companhia de outro grande sanfoneiro e amigo de longa data: Zé Baú. No domingo, Zé Baú garantiu a tradição da boa música e a renovação das energias para uma vida longa ao simpático Lino Mafra. Parabéns, seu Lino!
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O anfitrião sob a benção de um convidado especial: Frei Aroldo (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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O momento religioso onde a família e amigos se uniram em oração (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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Seu Lino sempre gostou de comemorar seu aniversário (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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Família unida (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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O bom churrasco não faltou na comemoração (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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O som melodioso da gaita na condução do amigo Zé Baú (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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O merecido "Parabéns" ao aniversariante do dia (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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Lino e a filha Ivete Hammes (FOTOS JOSÉ ROBERTO DESCHAMPS)
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