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Desde o começo da semana, centenas de voluntários se revezam no preparo da culinária da festa (Fotos: João Vitor/Jornal Metas)
Católicos de toda a região se reúnem e celebram, até domingo (28), o popular santo na maior e mais antiga festa religiosa de Gaspar
Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de São Pedro Apóstolo traduz o espírito comunitário da população gasparense. A realização do evento é possível graças ao empenho de cerca de 400 voluntários, ou festeiros, que atuam incansavelmente na organização, montagem, decoração, atendimento e, principalmente, na preparação dos tradicionais pratos que fazem parte da festa. Destacamos alguns deles.
Convivência e integração
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20 anos contribuindo (Fotos: joão vitor / jornal metas)
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20 anos contribuindo (Fotos: joão vitor / jornal metas)
Na cozinha, a união entre diferentes gerações e bairros mostra a força da comunidade gasparense no preparo dos pasteis, sonhos e acompanhamentos da festa. Para Solange Casas dos Santos, moradora do bairro Gaspar Grande, participar da festa é uma experiência de convivência e integração. Há 20 anos contribuindo como voluntária, ela destaca o sentimento de união entre todos os envolvidos. “É muito bom estar aqui, conviver e ver pessoas de tantos bairros reunidas. A gente acaba formando uma grande família. Com fé, São Pedro vai abençoar mais uma edição”, afirma.
Encontro com velhas amizades
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a motivação vem do encontro (Fotos: joão vitor / jornal metas)
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a motivação vem do encontro (Fotos: joão vitor / jornal metas)
A aposentada Marlete Debortoli dos Santos (na foto, à esquerda), de 76 anos, moradora do bairro Sete de Setembro, também faz parte dessa história. Há mais de 15 anos ela dedica seu tempo aos trabalhos na cozinha, ajudando especialmente no preparo dos tradicionais sonhos. Para Marlete, a motivação vem do encontro com as pessoas e da alegria de contribuir com a festa. “A gente encontra amigos, conhecidos e sempre tem algo novo para viver. A Festa de São Pedro é muito importante para a comunidade”, destaca a voluntária.
Há mais de 60 anos
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Lídia (Fotos: joão vitor / jornal metas)
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Lídia (Fotos: joão vitor / jornal metas)
Uma das figuras mais queridas e respeitadas da Festa de São Pedro é Lídia Mônica Nagel, que há 69 anos dedica sua história à celebração e ao trabalho voluntário na comunidade.
Nascida e criada junto à Paróquia São Pedro Apóstolo, Lídia participa das atividades desde o batismo e mantém viva a tradição familiar. A inspiração veio dos pais, que também ajudavam na realização da festa. Aos 18 anos, ela passou a atuar diretamente nos trabalhos, especialmente na produção dos tradicionais pastéis, uma das marcas do evento. Ao longo de seis décadas dedicadas à preparação da iguaria, Lídia acompanhou de perto os cuidados que fazem parte da receita, como a escolha de ingredientes de qualidade e a precisão no preparo da massa, mantendo o sabor que atravessa gerações. “É uma grande alegria fazer parte de algo tão bonito. A festa cresceu muito, mas o espírito de comunidade continua o mesmo. Aqui se faz amizade, se reza, se trabalha com alegria. E ver os jovens também aderindo ao voluntariado nos enche de esperança para o futuro”, destaca Lídia.
De geração para geração
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Hamilton participa há 40 anos da festa (Fotos: joão vitor / jornal metas)
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Hamilton participa há 40 anos da festa (Fotos: joão vitor / jornal metas)
Entre as equipes que ajudam a transformar a Festa de São Pedro em um dos maiores encontros comunitários de Gaspar está a responsável pelo churrasco. Hamilton Krauss e Antonio Assini coordenam o trabalho de cerca de 30 voluntários. Morador do bairro Sete, Hamilton participa há 40 anos da festa “É uma satisfação estar aqui todos os anos, ajudando a manter essa tradição. A gente trabalha com carne fresca, qualidade e muito cuidado em cada detalhe”, comenta. O preparo do churrasco começa antes mesmo da festa.
A equipe organiza os insumos, corta e tempera as carnes seguindo uma receita que valoriza os sabores tradicionais, com ingredientes como limão, sal, alho, cebola e pimenta em grão. Para Assini, o envolvimento com a Festa representa a continuidade de uma história familiar.
Voluntário desde 2021, ele conta que a participação é uma forma de seguir o exemplo do pai, o seu Mazinho. “Meu pai sempre foi voluntário, isso passa de geração para geração. É uma construção muito grande, feita por muitas mãos”, finaliza.
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a motivação vem do encontro (joão vitor / jornal metas)
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Lídia (joão vitor / jornal metas)
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20 anos contribuindo (joão vitor / jornal metas)
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Hamilton participa há 40 anos da festa (joão vitor / jornal metas)
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