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Golpistas usam aplicativo de conversas para atrair as vítimas (Fotos: reprocução)
Criminosos estão usando o nome, a foto e até informações reais de processos para se passar por advogados e aplicar golpes pelo WhatsApp. A fraude começa, em geral, com mensagens endereçadas às vítimas dizendo que houve uma boa notícia na ação e que é preciso agir com urgência para liberar valores ou pagar supostas taxas.
Com dados obtidos em sites de tribunais, petições e páginas públicas, os golpistas criam perfis falsos e convencem clientes a fazer transferências via Pix. Em alguns casos, eles também fazem chamadas de vídeo e fingem ser juiz, promotor ou membros do escritório para dar mais credibilidade ao contato. A advogada Simone Makki conta que já acumula diversos boletins de ocorrência por conta do uso indevido de seu nome e imagem pelos golpistas. Felizmente, nenhum dos seus clientes caiu no golpe.
Segundo ela, a repetição do problema mostra que a fraude segue ativa em todo o país e exige atenção redobrada de clientes, profissionais da advocacia e do sistema judiciário. Simone, que também é colunista do Jornal Metas, explica que qualquer pessoa pode acessar processos em páginas dos tribunais, com exceção dos casos em segredo de justiça. “Isso permite que criminosos descubram nome do advogado, número do processo, contatos e outros dados usados para tornar a abordagem mais convincente”.
De acordo com a advogada, as ações indenizatórias, trabalhistas e previdenciárias são as mais visadas, porque costumam trazer informações detalhadas nas petições. “Quando o cliente questiona o número diferente, os golpistas alegam que houve troca de telefone ou que estão falando de outro setor do escritório”, revela.
Como se proteger
Simone alerta que os advogados nunca pedem transferências de dinheiro por mensagem de WhatsApp, SMS ou redes sociais. “O contato oficial deve ser sempre confirmado pelos canais divulgados no site do escritório ou em cartões de visita, especialmente quando a mensagem vem de um número desconhecido”, orienta a advogada. Ao receber uma abordagem suspeita, o correto é não responder, não realizar pagamento e não compartilhe dados pessoais. “Bloqueio número imediatamente, tire print da conversa, denuncie o perfil no WhatsApp, registre o boletim de ocorrência e avise o advogado de confiança com as provas”, orienta a advogada. Para Simone, a combinação entre processos públicos, fotos disponíveis nas redes sociais e números de telefones expostos em petições facilita a ação dos criminosos. Por isso, qualquer mensagem fora do padrão deve ser tratada com desconfiança até a confirmação direta com o escritório de advocacia.
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Golpistas usam aplicativo de conversas para atrair as vítimas (reprocução)
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