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O maruim precisa de locais onde há matéria orgânica em decomposição para se reproduzir (Fotos: DIVULGAÇÃO)
Mosquito de picada dolorida tem levado muitos moradores a viverem de portas e janelas permanentemente trancadas
Residir em áreas rurais, com belas paisagens, tranquilidade e contato direto com a natureza, é o desejo de muitos que buscam fugir do caos urbano. No entanto, essa escolha, muitas vezes, envolve conviver com alguns “habitantes indesejáveis”. É o caso do maruim, um pequeno inseto também conhecido como mosquito-pólvora por causa de sua cor escura. Sua picada é dolorida e causa coceira e hematomas na pele.
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Mosquito ataca a qualquer hora do dia (Fotos: Divulgação)
Em Ilhota, o Maruim vem tirando o sossego dos moradores principalmente da Região dos Baús, na margem esquerda da cidade, onde muitos vivem permanentemente de portas e janelas trancadas. Diante do agravamento do problema, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Ilhota emitiu uma nota oficial, onde diz que o combate ao mosquito é prioridade.
A nota também esclarece que a presença do maruim nas comunidades rurais não é um problema recente, tampouco atinge apenas Ilhota. “A solução exige um esforço técnico complexo e integrado”, afirma.
Segundo os moradores, a presença do maruim na região dos Baús se agravou depois da tragédia climática de 2008, e nos últimos anos se tornou quase insustentável.
Limitações de legislação
A Secretaria do Meio Ambiente informou que existem limitações técnicas e legais. É o caso de uma barreira regulatória, pois não existem, até o momento, produtos registrados na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com eficácia comprovada para o controle do maruim. “Isso limita a atuação imediata do poder público, que deve seguir rigorosamente as normas de saúde e segurança ambiental”, explica a nota.
A boa notícia é que a Prefeitura de Ilhota vem analisando um produto em fase de pesquisa no mercado. “Já estão em curso os trâmites necessários para testar e utilizar novas tecnologias, respeitando a legislação vigente”. Enquanto isso não acontece, o maruim segue tirando o sono e a tranquilidade de muitos moradores de Ilhota, que se viram como pode para escapar a dolorida picada do pequeno mosquito.
O inseto
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A fêmea do mosquito se reproduz em zonas alagadas (Fotos: Epagri)
O maruim vive onde há matéria orgânica em decomposição. Existem espécies que vivem no mangue, outras em brejos e banhados. Atualmente ele já é visto nas regiões urbanas onde há matéria orgânica disponível para sua proliferação, como hortas e jardins.
O inseto como os outros mosquitos se reproduz em lugares alagados, como banhados, e em regiões onde existe matéria orgânica em decomposição (madeiras apodrecidas, touceiras de bananeira e fezes de animais).
As fêmeas necessitam de algumas substâncias existentes no sangue (ferro, aminoácidos e proteínas) para amadurecer seus órgãos reprodutivos e larvas, para assim dar continuidade ao ciclo de vida. A picada do maruim pode transmitir uma doença chamada Febre do Oropouche.
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A fêmea do mosquito se reproduz em zonas alagadas (Epagri)
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A picada do Maruim é bastante dolorida e pode provocar inchaço na pele (Divulgação)
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Mosquito ataca a qualquer hora do dia (Divulgação)
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