Secretaria Municipal de Educação esclarece que parte dos estudantes serão atendidos pela Expresso Presidente

Matéria atualizada às 20h12min

As aulas na rede municipal de ensino de Gaspar iniciam daqui a dois dias e estudantes que moram no bairro Poço Grande ainda não teriam transporte escolar para ir à Escola Vitório Anacleto Cardoso, que fica no bairro Lagoa, próximo à BR-470, na margem esquerda. A situação, segundo o vereador Giovano Borges (PSD), está deixando os pais apreensivos e as crianças sem garantia de acesso à escola no primeiro dia de aula.

Giovano explica que o Poço Grande não possui escola. Por isso, os estudantes precisam se deslocar para instituições de ensino de outros bairros. Ainda segundo o parlamentar, o problema da falta de transporte escolar para os alunos que não são do período integral (matutino e vespertino) estaria ocorrendo desde o ano passado. Giovano já teria procurado a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), mas até o momento não obteve resposta concreta. “A resposta tem sido sempre a mesma: estamos vendo, vamos ver”, revelou o parlamentar. Ele afirmou, ainda, que o município recebe aproximadamente R$ 1,5 milhão por ano do Governo do Estado exclusivamente para o transporte escolar.

Mãe preocupada

Mãe de uma menina de 11 anos, Joseane Goedert, moradora do Poço Grande (próximo á divisa com Ilhota, disse estar bastante preocupada, pois o início das aulas se aproxima. Ela contou que até o ano passado, a  filha frequentava a escola Ervino Venturi, porém, a instituição atende somente até o 5º Ano. A partir deste ano, de acordo com o zoneamento escolar, a menina vai para a Escola Vitório Anacleto Cardoso.

Joseane explicou que é apenas ela, a filha e mais um filho (que continua na Ervino Venturi). "Não tenho carro". A mãe também disse que procurou a Secretaria Municipal de Educação, mas até o momento não obteve resposta. Ela pensou até em apelar para um carro de aplicativo para a filha não perder as aulas, mas também fica preocupada em deixá-la ir à escola sozinha. “Ela é apenas uma criança, não dá para confiar em todo mundo, né?”. Por isso, ela aguarda uma solução.


O que diz a Secretaria Municipal de Educação

Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Educação, Andréia Symone Zimmermann Nagel admitiu que a Prefeitura não consegue disponibilizar ônibus escolar para todos os estudantes em função da alta demanda, porém, encontrou uma solução nos próprios coletivos da Expresso Presidente.

Andréia explicou que o ônibus escolar para a Escola Vitório Anacleto atende 26 crianças, sendo 15 do período integral, que retornam com o ônibus da prefeitura às 15h15min. Os outros 11 estudantes são do Ensino Fundamental II, ou seja, estudam a partir do 6º ano em meio período (matutino ou vespertino), incluindo aí a filha de Joseane Goedert. Para o retorno dessas crianças para suas casas, a Prefeitura disponibiliza a linha da Expresso Presidente que vem do bairro Lagoa, passa no ponto de ônibus da Escola Vitório Anacleto às 11h15min e segue para o terminal urbano. Por volta das 11h30min, o ônibus sai em direção ao Bairro Macuco, passando pelo Poço Grande. “Eles não precisam trocar de ônibus, pois essa rota foi planejada para atender os alunos da Escola Vitório Anacleto quando abriu o período Integral, em 2024, sendo que o ônibus das 11h15min foi destinado para o horário das 15h15min”, acrescentou a secretária.

No período da tarde, novamente um ônibus de linha da Expresso Presidente atende os alunos do Poço Grande. O coletivo desvia sua rota pela Ponte do Vale para deixar os alunos na escola  e depois segue sua rota normal pela Rua Itajaí.

Às 17 horas, esses alunos retornam para suas casas num ônibus da Expresso Presidente, que faz a rota pela Rua Albertina Maba, Pedro Simon e em seguida Macuco, passando pelo Bairro Poço Grande. A secretária também esclareceu que a Prefeitura entrega passe para todos os estudantes que precisam utilizar os ônibus da Expresso Presidente.

Questionada sobre o valor de R$ 1,5 milhão repassado pelo Governo do Estado para o transporte escolar, a Secretaria disse que iria verificar esse valor com mais precisão, mas antecipou que esse recurso para uso dos alunos da rede estadual. "Não podemos utilizar para transportes dos nossos alunos. Nós fizemos o processo burocrático para o Estado e eles repassam o valor para custear essa despesa", esclareceu a secretária.

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