Até hoje, o culpado pelo crime que chocou os gasparenses não foi punido

Passaram-se os anos mas não as tristes lembranças. Até hoje, o caso "Pamela" comove toda a sociedade gasparense que, assim como a família da vítima, não consegue se conformar com a impunidade diante de um crime tão cruel e brutal. Lembrado em grande número pelos leitores do Jornal Metas, o estupro e assassinato de Pamela Thays Cunha, na época com nove anos, chocou toda a comunidade que saiu às ruas para protestar e exigir justiça.

Foi no dia 23 de setembro de 2002 que a vida da família Cunha se transformou em desespero e dor. Pamela desapareceu após sair de casa, na Rua Frei Solano, no bairro Gasparinho, para ir comprar orelhas-de-gato na Padaria Pão de Mel, distante apenas 1,3 mil metros de sua residência. O corpo da menina foi encontrado apenas 16 dias depois, em avançado estado de decomposição, jogado em um matagal no Morro do Parapente. A criança foi encontrada pelo piloto Élcio Carlos de Oliveira, que percebeu a presença de urubus ao realizar um voo no local.

No dia em que desapareceu, Iara afirma que ao notar a demora da filha de voltar para casa percebeu que havia algo de errado. Ela pegou a bicicleta e foi atrás da filha, mas não teve sucesso. À noite, a polícia e os bombeiros já estavam mobilizados na busca pela menina, assim como os familiares, amigos e vizinhos da família. Dois dias depois do desaparecimento a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Blumenau entrou no caso e, posteriormente, a Divisão Especial de Investigação Criminal (Deic), de Florianópolis.

Apesar de um suspeito ter sido preso, o assassino de Pamela nunca foi punido e o caso arquivado em maio de 2006. Mas a história pode, quem sabe, ter um outro final: em dezembro do ano passado o Ministério Público determinou a retomada das investigações. No documento, o MP solicita que os investigadores da Polícia Civil ouçam uma nova testemunha, que teria informações que ajudariam a solucionar o crime. Procurado pela reportagem do Jornal Metas, o delegado responsável pela retomada das investigações, Egidio Maciel Ferrari, disse que diligências estão sendo realizadas. "Mas não posso revelar nenhum detalhe dos trabalhos pois o caso está sob segredo de justiça", disse.

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