Dólar dos Estados Unidos vem desvalorizando nas últimas semanas frente ao real e outras moedas

A desvalorização global do dólar se intensificou nas últimas semanas, levando o real ao patamar de R$ 5,18 - o menor nível em mais de 20 meses. Nesta quinta-feira, dia 12, a moeda dos Estados Unidosabriu a R$ 5,17. O movimento de queda reflete uma mudança estrutural no mercado financeiro, impulsionada pela redução da dependência do dólar e pela proximidade do fim do ciclo de juros altos nos Estados Unidos. O enfraquecimento da moeda americana também ganhou impulso após a China recomendar que bancos locais reduzam a exposição ao dólar.

A política de tarifaços do Governo Trumpo e as incertezas da economia norte-americana, diante de avanços e recuos, também tem contribuído para afastar os grandes investidores dos Estados Unidos, que acabam reedirecionando seus investimentos para países emergentes como o Brasil, onde as taxas continuam atrativas para o capital estrangeiro.

O Bank of America avalia que o dólar deixou de ser a escolha automática para proteção, abrindo espaço para emergentes com fundamentos sólidos. O mercado já antecipa o fim do aperto monetário pelo Federal Reserve.

Para o Morgan Stanley, da JP Morgan, a perspectiva de juros mais baixos nos EUA enfraquece o dólar frente a moedas da América Latina, Ásia e Europa. O fenômeno também atinge as criptomoedas, que enfrentam correções e maior rigor regulatório. Embora o FMI reforce que o dólar segue como principal moeda de reserva, o órgão admite que a diversificação é uma tendência crescente. No cenário interno, o Itaú BBA ressalta o efeito ambíguo: o dólar a R$ 5,17 ajuda no controle da inflação, mas pressiona as exportações, apertando as margens de lucro das commodities, como soja e milho.

No entanto, especialistas de mercado alertam que tensões geopolíticas ou mudanças bruscas na política do Fed podem reverter o fluxo de capital rapidamente.

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