Nem só de traifaço norte-americano vive o Brasil. O chamado “tarifaço chinês” já começa a produzir efeitos concretos na economia brasileira. Frigoríficos estão reduzindo abates, suspendendo embarques e concedendo férias coletivas diante do risco de ultrapassarem a cota estabelecida pela China para a exportação da carne bovina brasileira. Para o professor universitário e mestre em Negócios Internacionais André Charone, o maior risco não está apenas no imposto cobrado pela China, mas na dependência brasileira de um único comprador. Acima da cota, de aproximidamente 1,106 milhão de toneladas por ano - a China passa a cobrar uma sobretaxa adicional de 55 pontos percentuais, elevando a tributação total para cerca de 67%.

Franquias crescem

Os números mais recentes da economia brasileira revelam um contraste que merece atenção. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026, o setor de franquias registrou crescimento de 10,1% no mesmo período. O dado evidencia uma característica que acompanha o franchising há décadas: sua capacidade de crescer mesmo em ambientes econômicos desafiadores.

Riscos climáticos

Das 11.261 empresas que divulgaram dados ambientais completos por meio do CDP em 2025, apenas 35% identificaram eventos climáticos extremos como um risco financeiro material. Ainda assim, as empresas reportaram que esses eventos causaram quase US$ 3 bilhões em perdas reais somente em 2025, principalmente devido ao aumento de custos diretos (US$ 309 milhões) e paralisações operacionais (US$ 266 milhões).

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