Notícia estarrecedora mostra o quanto a corrupção e os privilégios tomam conta dos governos. Informação do Tribunal de Contas da União revela que a Bahia, base eleitoral do até então Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira de Lima, recebeu 60% das verbas destinadas à prevenção de catástrofes em 2009. O curioso é que a Bahia, historicamente, não é um estado que apresente riscos de tragédias. Difícil é lembra quando ocorreu lá a última catástrofe climática. As chuvas, graças a Deus, caem regularmente na Bahia.
O Estado de Santa Catarina, que de uns anos pra cá passou a conviver com enchentes, tornados, ciclones e deslizamentos de terra recebeu apenas 3% da fatia do bolo. Já o Rio de Janeiro, que sofreu esta semana uma das piores enchentes dos últimos 50 anos, levou 1% da verba governamental.
O que fez o ministro Geddel Vieira, que deixou o cargo na semana passada para concorrer nas próximas eleições, foi alimentar com verbas o seu curral eleitoral, uma prática tão comum como as tragédias que, todo o ano, desafiam catarinenses, paulistas, gaúchos, mineiros, capixabas e cariocas .
Alexandre Melo
Jornalista
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