Riffel acelera para vencer, mas precisa de apoio financeiro

Ao faturar, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro de Motocross (65cc) em 2009, Rodrigo Riffel viu seu sonho de se tornar um piloto profissional cada vez mais próximo. Se um dia chegar ao topo, o jovem vai poder dar uma vida melhor para a sua família. Nos Estados Unidos, um piloto de motocross ganha 1 milhão de dólares por ano.
Até a pequena Isadora, 1 ano e seis meses, parece entender o desejo do irmão. Ela sobe na moto e mexe no acelerador. Se depender da tradição familiar, a menina tem futuro sobre duas rodas. Foi mais ou menos com a mesma idade da irmã que Riffel subiu pela primeira vez num transporte de duas rodas. Uma bicicleta que ganhou de presente do pai José Jair.
Riffel é o que se pode chamar de talento precoce. Antes de deixar a chupeta e a mamadeira, ele já pilotava bicicletas. O incentivo veio do pai, mecânico de motos e karts, que nas horas vagas montava motos com a sobra de peças. Jair levou o filho para o bicicross por falta de recursos, e se tornou mecânico e instrutor. A vontade, admite o pai, era que Riffel pilotasse motos. Hoje, aos 13 anos, sonho realizado, o piloto acumula um respeitável cartel de conquistas nacionais e internacionais no motocross.
Neste ano, o desafio é maior. Riffel vai correr o Catarinense e Brasileiro na categoria 85cc a 105cc (motos dois tempos) ou 100 a 150cc (motos 4 tempos). “Seu José admite que as dificuldades serão maiores, mas garante que o filho está se preparando em treinamentos quatro vezes por semana nas pistas particulares de Indaial e Benedito Novo. Além desses locais, Riffel tem uma pista de 700 metros que o pai improvisou ao lado da casa da família, no bairro Margem Esquerda. Nela, o jovem desenvolveu todo o seu talento no bicicross. “Quero treinar bastante para ganhar o Brasileiro e buscar um bom patrocinador”, anuncia Riffel. Para chegar no nível dos melhores profissionais, ele precisará passar pela categoria Junior MX2 85cc, até alcançar a MX1.
Além do desafio do jovem piloto de encarar uma categoria bem mais competitiva, seu pai continua atrás de patrocínios para levar adiante a carreira do filho. Hoje, Jair calcula que são necessários R$ 80 mil para a disputa dos campeonatos Catarinense e Brasileiro. Somente para treinar a conta passa de R$ 10 mil/ano.
Uma proposta de patrocínio exclusivo foi encaminhada a uma empresa italiana do segmento de motos, mas até o momento não veio resposta. Hoje, o piloto corre com os patrocínios da LEM, ASW, Tholokko, Máquinas Isensee, White Cat, Terraplanagem Caibi, Usinagem Gaspar, Artefatos de Cimento, SWS, Voss, Maraline Malhas e Halley   
Riffel se prepara para a estreia no Brasileiro, no próximo dia 27 de fevereiro, em Indaiatuba (SP). O ideal seriam duas motos, uma para treinos e outra para competições. O piloto, no entanto, treina e compete com o mesmo equipamento: uma Yamaha YZ 85cc. Cada moto custa, em média, R$ 16 mil. Contatos: (47) 9911-6964.
 

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