Fevereiro é o mês em que as máquinas tomam conta das lavouras e começam a colher o arroz plantado no ano anterior.

A colheita da safra de arroz está chegando ao fim em Gaspar. No bairro Lagoa, os irmão Venturini ainda colhem o grão que garante o sustento de suas famílias. Ivo, Renato Luiz e Altair trabalham na lavoura desde pequenos, na época em que o patriarca da família era agricultor, então entendem bem o produto que plantam. Neste ano, pelo o que já foi colhido, Ivo observa que houve uma queda de aproximadamente 30% da produção em relação ao ano passado. “O culpado disso foi o clima. Houve tempo muito seco, ninguém conseguiu colocar água suficiente para o arroz. Além disso, estava muito quente no período de floração. Mas quem planta sempre perde alguma coisa, é algo que, praticamente, já esperamos. Se não é a seca, é enchente ou chuva de granizo”, revela.
Embora o trabalho na lavoura dependa muito do tempo e os insumos para o plantio sejam muito caros, o preço estável que o arroz alcançou deixa os agricultores otimistas. Os rumores de que ele possa até mesmo aumentar faz com que todos criem esperança de um futuro melhor no campo. Para Ivo, a maior dificuldade para o agricultor é a despesa com os insumos. “Trabalhamos com arroz desde jovens e posso dizer que tivemos de trabalhar muito para comprar o maquinário. Hoje plantamos 250 hectares, porém apenas 80 são de nossa propriedade, o restante é arrendado”, conta o agricultor. Assim que encerrar a colheita, os irmãos colhem a ressoca do arroz e então partem para o trabalho de limpar as valas das quadras de arroz irrigado, que é seguido da preparação da terra para o novo plantio que acontece entre  o final de agosto e começo de setembro. Durante os meses em que o arroz se desenvolve, ele é acompanhado de perto pelos agricultores que colhem em fevereiro. A colheita é sempre feita em dias secos, pois nos dias de chuva a palha de arroz faz com que muito do produto seja desperdiçado. “Colhemos, em média, 1500 sacas por dia. Quando éramos pequenos, a realidade era outra, já que usávamos bois e cavalos para plantar e colhíamos manualmente”, relembra Ivo.
 

SIGA O JM NAS REDES:

Google News Google News Google News Google News