Edição 658 - Metas nos Bairros N106

a Imagem
É curioso observar o contraste entre dois modos de vida. Enquanto os estabelecimentos comerciais proliferam na Rua Pedro Simon, no bairro Margem Esquerda, a atividade rural parece bem integrada ao ambiente. Entre um ponto comercial e outro, e belas casas que revelam a evolução da modernidade do bairro, as criações de gado se mantém, como herança dos primeiros colonizadores.

Opinião
Ensaiando o futuro
Vai longe pensar nas expressões culturais apenas como aparato próprio das elites já que, hoje, a produção cultural se aproxima das massas como mosquito de lâmpada acesa. Isso se dá na proporção que o incentivo para o segmento vai se elevando e, de certa forma, oprimindo a espontaneidade, uma importante veia expressiva. No entanto, tem um nicho expressivo que vive os seus primeiros momentos e, cravado de vanguarda e independência, experimenta suas crescentes e mutantes ferramentas. Trata-se da cultura digital, que cada vez mais se apresenta como suporte de outras plataformas, em relações até então inimagináveis.
Hoje, por exemplo, pensar o processo educacional sem dialogar a cultura digital é como ensinar a surfar sem prancha. Isso se dá na velocidade que o notebook substitui o lápis/caderno e, numa miscelânea conturbada, vai trocando o notebook pelo celular.
Portanto, ampliar o olhar sobre esse momento em profunda evolução é fazer parte de sua construção. Mesmo à luz de Harry Pross enfatizando que “onde muitas vantagens dão piscadelas, não estão longe as desvantagens”. Logo, antecipar nesse cenário faz com que possamos observar experimentos negativos e, na mesma velocidade de suas transformações, neutralizá-los em prol de um ambiente criativo e produtivo.
Foi assim durante toda a semana que compreendeu o evento Campus Party Brasil (25 a 30 de janeiro), com espaço democrático para discutir os mais variados feixes de criação digital, interpretando o tempo presente e ensaiando novos modelos.
Assim, congregando conhecimento e experiências, já é possível perceber a tolice da censura, nos processos pedagógicos, com relação às novas mídias, como ações articuladas por reacionários da educação que não desenvolveram qualquer intimidade com a cultura digital.
“O professor tem uma responsabilidade muito maior hoje, pois ele não forma um usuário da rede, mas um ator da rede”, argumenta Thiago Tavares, complementando que “o professor tem que ter muito cuidado na formação desse ator, cunhando nele sua responsabilidade na geração de conteúdo”*.

Ponto de vista
A Big Baixaria

Se você ler este artigo vai dizer que eu deveria, simplesmente, trocar de canal se a programação não me agrada. Sinceramente, penso que devo fazer mais, e comentar o que considero a maior baixaria já produzida pela televisão brasileira nas últimas quatro décadas. Trata-se do decano BBB ou Big Brother Brasil. A fórmula do reality show não foi inventada por aqui, mas comprada de outro país. Portanto, o lixo eletrônico do primeiro mundo depositado no Brasil. Nenhuma novidade.  
Na internet, os principais provedores alimentam a curiosidade com matérias e imagens sempre apelativas, envolvendo brigas e sexo na casa dos irmãos. Nesta semana, brincando com o controle remoto da tevê deparei-me com o tal BBB. Na cena, dois jovens batiam boca quase que partindo para as vias de fato. Em seguida, mais duas cenas de igual baixaria. Na verdade, tratava-se de uma edição dos “melhores” (ou piores) momentos da vida fútil daquele bando de gente que se enfurna numa casa, por quase três meses, sem fazer absolutamente nada, a não ser falar mal da vida um do outro. O menos antipático leva o prêmio milionário, pago pelos telespectatores em telefonemas que custam uma baba. O BBB fatura em torno de 300 milhões de reais, incluindo cotas de patrocínio. Por isso, não sai de moda, mesmo que de gosto duvidoso.

O Point Bacana, localizado na Rodovia Jorge Lacerda, é o mais antigo ponto de venda de caldo de cana, pasteis, bebidas e produtos coloniais na Rodovia Jorge Lacerda. Fábio Schmitt, um dos filhos do proprietário, comemora o sucesso das vendas neste verão. Segundo ele, é uma das melhores temporadas dos últimos sete anos.
 

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