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(Fotos: Jornal Metas)
A história de Antônio Pedro Schmitt, o Pepê
Um filho de agricultor que virou um grande empresário do ramo de móveis. Essa é a história de Antônio Pedro Schmitt. Pepê, como é conhecido na comunidade do Poço Grande, é um exemplo de quem, com força de vontade e muito trabalho, conquistou sucesso na vida, mas não se esqueceu das suas origens. Filho de Pedro Beno e Claudia Costa Schmitt, ele ergueu nas terras do pai a Sulvimes Art’ Fibras.
Pepê, 51 anos, teve dez irmãos e, como eles, passou a infância e adolescência trabalhando na agricultura com o pai, que era produtor de água ardente. Aos 18 anos foi servir o exército de onde saiu para integrar a equipe do Corpo de Bombeiros de Blumenau. Do batalhão, Pepê foi trabalhar na Companhia Hering. Mas, com espírito empreendedor, sempre teve o sonho de ter o seu próprio negócio.
A ideia de trabalhar no ramo de móveis artesanais veio através da esposa, Carmem Regina, hoje o seu braço-direito na empresa. O pai dela era proprietário de uma loja de artesanatos em Ilhota, a Artesanatos Catavento, que o jovem casal adquiriu e passou a administrar. “Isso foi em 1989. Em 1993, por amor à terra onde nasci, decidi com minha esposa trazer a loja para o Poço Grande”, conta o empresário. Assim, nasceu a Sulvimes.
Nos primeiros dezoito anos, a empresa produzia móveis e acessórios para floriculturas, lojas de decoração, supermercados e magazines. “Atendíamos exclusivamente o setor de atacado. Só em 2005 é que passamos a atender também o varejo”, conta Pepê. Nesse ano, foi aberta uma loja com produtos mais sofisticados, também de produção artesanal, mas com maior valor agregado. “Passamos a trabalhar com junco, ratan, apuí e, com o tempo, incorporamos novos materiais como madeira, alumínio, fibras sintéticas e estofados”.
O empresário conta que, há cerca de 20 anos atrás, quando ainda não havia o trecho entre Gaspar e Navegantes da BR-470, o único acesso ao litoral era pela Rodovia Jorge Lacerda. Logo, o Poço Grande tornou-se um bairro muito próspero para negócios desse tipo, que atendiam nos finais de semana e feriados. “São 23 anos atendendo aos finais de semana”, diz Pepê. Hoje, a empresa, construída no terreno do pai de Antônio Pedro, emprega também suas duas filhas, Gabriela, que é a gerente comercial, e Helena, gerente de projetos.
A família mora ao lado da empresa, e mantém forte vínculo com a comunidade do Poço Grande. Pepê faz parte da diretoria da capela Santa Clara e procura sempre apoiar as iniciativas da comunidade, além de seu envolvimento na política municipal. “Procuro sempre participar das ações sociais do município, porque todo empresário deve estar envolvido com a sua comunidade, isso traz também o reconhecimento para o seu próprio negócio”, avalia.
Preocupação com o meio ambiente
Praticamente 90% da produção da Sulvimes é artesanal, e os artigos são feitos em casa pelos artesãos. Só vão para a loja para o acabamento. “Nossa mão-de-obra é mais qualificada e temos artesãos trabalhando para gente até em Curitiba”, diz Pepê.
A empresa, que cresce entre 20 a 30% ao ano, também trabalha de olho na sustentabilidade. Um projeto interno prevê o reaproveitamento de resíduos. Por isso, a Sulvimes também produz as Ecobags, que são bolsas feitas com as sobras de tecidos utilizados nos estofamentos. E com a espuma são feitas ecoalmofadas. Até mesmo as fibras utilizadas são autossustentáveis. “Hoje, a sustentabilidade é mais do que uma obrigação para quem se preocupa com o futuro do planeta, e nós levamos muito a sério a questão ecológica”, afirma o empresário.
A Sulvimes está ganhando projeção em outros estados do país. Hoje, a empresa atende a duas grandes redes de lojas de São Paulo. Além da loja do Poço Grande, a Sulvimes abriu, em 2008, uma filial na Praia Brava, em Itajaí. A terceira, e mais recente unidade, fica no Blumenau Norte Shopping.
Segundo revela o empresário, a intenção é abrir mais uma filial até 2013. “Ainda estamos avaliando se será na BR 470 ou na BR 101. A ideia é atender aos viajantes que passam por essas rodovias”.
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