Uma disputa pouco saudável

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Em entrevista a este bissemanário e publicada na página 4 desta edição, o novo presidente da Câmara Municipal, Ciro André Quintino (MDB), foi bastante ético em suas declarações sobre como chegou ao segundo mandato à frente da Mesa Diretora. A verdade é que Ciro não pretendia se candidatar, foi quase empurrado como uma terceira via a fim de neutralizar um possível segundo mandato de Silvio Cleffi, que acabou retirando a candidatura na última hora.

A vitória foi apertada, Roberto Procópio (PDT), o outro postulante ao cargo, levou 6 votos, pois havia, segundo informações de bastidores, um acordo firmado no início da atual legislatura para que o terceiro ano fosse entregue ao pedetista. No nosso entendimento, esse tipo de acordo não deveria acontecer. Está mais do que na hora de acabar com esse tipo de "acerto de bastidor", uma espécie de toma-lá-dá-cá.

A presidência da Câmara Municipal é um cargo importante (o segundo na hierarquia política da cidade) e deve ser exercida por aquele vereador que reúne as melhores condições. Não se configura em um cargo político, embora pareça. Trata-se muito mais de competência administrativa do que política, mas os vereadores o transformam em um objeto de desejo político porque dá visibilidade eleitoral. Tá mais do que na hora de se mudar conceitos.