O trânsito e as nossas crianças
Nada mais mata crianças (0 a 14 anos) no mundo do que os acidentes de trânsito. Já para os jovens (15 a 29 anos), o trânsito é a segunda causa de morte no mundo. O estudo é da Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO). O excesso de velocidade e a falta do uso dos sistemas de retenção, como as cadeirinhas que o presidente Bolsonaro sugeriu não tornar mais obrigatória no Brasil, estão entre os principais fatores de risco para as crianças. É urgente, portanto, que os países apliquem as leis e invistam em programas de conscientização para proteger melhor crianças e jovens no trânsito.
No Brasil, dados da Seguradora Líder (DPVAT) revelam que, apenas de janeiro a junho deste ano, 6.084 pessoas entre 0 e 17 anos foram indenizadas em todo o país. Entre as crianças e adolescentes, 964 morreram e 4.231 ficaram com algum tipo de invalidez permanente. As motocicletas continuam sendo responsáveis pela maior parte das ocorrências de trânsito envolvendo crianças e adolescentes. Foram 3.342 indenizações. Um dos pontos mais importantes para a redução desses números é atuar de forma preventiva. Sinalização adequada, fiscalização, a presença de guardas de trânsito e investimento em informações específicas para os estudantes são medidas que ajudam a diminuir os acidentes. Ainda hoje milhares crianças perdem a vida por razões que poderiam ser evitadas. É importante que os condutores e a sociedade de modo geral discutam entendam que direção defensiva, transporte responsável e as leis de trânsito ajudam a salvar vidas, e que 90% dos acidentes de trânsito poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.