A Lei das Fake News

Por

Não é de hoje que o homem mente, produz desinformação e defende teorias conspiratórias das mais delirantes. Muitas antes da internet, mentiras e boatos já circulavam pelo mundo. Basta lembrar da (des)informação durante a “Guerra Fria”, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam a soberania econômia e política sobre o planeta. Porém, admitamos que a tecnologia dos bytes transformou a indústria da mentira num lucrativo negócio e enterrou de vez o sonho de um mundo onde as pessoas tivessem cada vez mais acesso ao verdadeiro conhecimento. A internet permitiu que se massificassem as notícias falsas, atingindo a população como um todo. A velocidade de produção e disseminação das fake news é assustadora, confundindo dois mundos: virtual e real. O Brasil tem um Projeto de Lei, que começou a ser votado nesta terça-feira (2), cujo objetivo é criminalizar as mentiras e boatos que prejudicam pessoas, empresas e a própria nação. A pandemia é prova que o País precisa de uma legislação rigorosa de punição a quem cria e propaga fake news. Nós, imprensa, temos o dever de apoiar a lei, pois é a mídia a mais prejudicada com as notícias falsas. Diariamente dividimos espaço com criminosos cibernéticos que agem protegidos por leis questionáveis do ponto de vista jurídico, pois não nos parece haver qualquer controle por parte das empresas de tecnologia, as pessoas podem dizer qualquer coisa que estarão cobertas pelo manto da impunidade. Se ainda não vamos atingir a perfeição, a Lei das Fake News joga luzes num cenário de total escuridão, chamando à responsabilidade as techno que faturam bilhões de dólares com a rede mundial. É preciso disciplinar, para que todos possam usufruir sem medo do mundo virtual.