Para Trump "A América em primeiro lugar"

Por Alexandre Melo

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Mesmo com a carnificina no Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue incitando o povo a ir às ruas protestar e agora ameaça ação militar no país. Diferente de uma guerra total de ocupação, Trump tende a usar a ameaça militar como uma ferramenta de negociação. Faz isso seguidamente, mas também fez ataques a quatro países, entre eles o próprio Irã, em apenas um ano de governo.

Todo esse movimento do governo Trump tem um único objetivo: “A América em primeiro lugar”, conforme promessa de campanha do presidente norte-americano. Isso significa proteger seus aliados e ameaçar e chantagear seus inimigos como fez Trump no caso do “tarifaço” e, mais recente, a decisão de congelar vistos de entrada nos Estados Unidos para países como Brasil, Rússia e outras 73 nações que vem criticando as últimas decisões de Trump.

Há quem enxergue os movimentos do governo norte-americano como postiva, como se o pai estivesse impondo um castigo ao filho desobediente. Outros, ainda mais radicais, torcem por uma maior intervenção norte-americana em nossa política e economia, o que de fato não apenas fere o direito à soberania, como humilha o cidadão brasileiro. Há muito tempo deixamos de ser colônia. Portanto, quem defende esse tipo de intervenção não percebe os prejuízos econômicos que isso pode trazer ao país. Não é patriota. Uma vergonha.